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Os petistas mais diretamente ligados ao Foro de São Paulo resolveram criar intrigas internas para detonar Nelson Jobim.
Os radicais querem se vingar dele por três motivos. Porque Jobim saiu em defesa dos militares contra o revisionismo da Lei de Anistia. Porque Jobim tenta se credenciar como um possível candidato a vice-presidente, interferindo nas articulações de Lula com o PMDB. E porque Jobim estaria alinhado aos EUA e atrapalhando negócios ocultos dos petistas na compra de equipamentos para as Forças Armadas.
A onda de ataques a Jobim – via mídia amestrada – pretende tirá-lo do Ministério da Defesa o quanto antes. Mas qualquer movimento mais brusco só deve acontecer depois de 7 de setembro, quando o Brasil assina o acordo militar com a França, com a presença do presidente Nicolas Sarkosy, na parada militar de Brasília.
O trato interessa a empreiteiros ligados aos petistas. Além da construção da base de submarinos e da mudança da sede da esquadra do Rio de Janeiro para a baía de São Marcos, no Maranhão, os “franceses” pretendem que a FAB compre os caças Rafaele. Só o negócios dos aviões é de R$ 4 bilhões.
Os adversários internos de Jobim identificam que ele hoje está muito ligado aos EUA – tanto que multiplicam a intriga de que Jobim só vive colado com o embaixador norte-americano Cliford Sobel. Os Estados Unidos fazem lobby abertamente em negócios que desagradam aos parceiros do Foro de São Paulo. Anteontem, o General Jim Jones, Assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, já formalizou ao ministro Jobim e ao Brigadeiro Juniti Saito, Comandante da FAB, um pacote de transferência tecnológica de US$ 3 bilhões – capazes de gerar 7 mil empregos diretos nos setores de energia e aeroespacial brasileiro -, caso o Brasil compre os caças F/A 18 Super Hornet, fabricados pela Boing.
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