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JOÃO RICARDO GONÇALVES
Após cinco anos, completos em junho, a Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (Minustah), que tem o Brasil no comando, ainda tem como maior desafio os problemas gerados pela miséria do país mais pobre do Hemisfério Ocidental. Em entrevista a O DIA, o atual comandante da missão, general Floriano Peixoto, diz estar convencido de que o saldo da missão é positivo por “reverter a sensação de intranquilidade”, mas admite que a pobreza facilita a atuação de bandidos.

Segundo militares que participaram da missão, até cerca de três anos militares do país eram alvejados por “milhares de tiros” ao patrulhar áreas como o bairro Cité Soleil, o mais perigoso da capital, Porto Príncipe. De lá para cá, a situação mudou muito e até a região foi pacificada, com a instalação de pontos avançados em locais-chave da capital haitiana.
Apesar dos avanços, entretanto, segundo o general, a preocupação com a segurança é constante. “O desafio é manter o clima de segurança alcançado por vários contingentes que, desde 2004, vêm atuando no Haiti para dar condições para que instituições e agências nacionais e internacionais possam atuar no país, para levá-lo à condição de auto-sustentabilidade”, diz o militar.
Peixoto já havia comandado uma brigada no primeiro contingente que foi ao Haiti, em 2004. Hoje, está à frente de 7.044 militares de 13 países. O general prevê que, com a manutenção da segurança, mais parcerias e doações podem surgir para melhorar a dura realidade vivida pela maioria dos cerca de 9 milhões de habitantes.
“A situação da segurança no Haiti é estável. As tropas vêm mantendo essa condição mediante absoluto controle, mas o país continua frágil, em decorrência do acentuado grau de pobreza que aflige a maioria da população. Essa realidade favorece a ação de delinquentes, embora não comprometa a estabilidade do país, pela eficiência das forças militares e policiais”, afirma.
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