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Ricardo Montedo

Existem as pessoas que passam. Elas são inúmeras, incontáveis, iguais, embora díspares, boas ou más, belas ou feias, gordas e baixas ou altas e magras, homens ou mulheres, todas com algo em comum:

– Elas passam!

Passam por nossa vida, por nossa rotina; pelo nosso dia-a-dia, até mesmo por nosso coração. Porém, invariavelmente, inexoravelmente, cedo ou tarde, dia mais, dia menos, as impressões por elas deixadas desaparecem quais palavras apagadas num quadro-de-giz.

Destas, pouco ou nada fica. Ao se perderem na poeira do tempo, não divisamos mais suas pegadas pelo caminho que seguiram, suas marcas não permanecem como registro de sua passagem.

Claro, todas têm seu valor, sua essência, sua importância, que talvez não tenhamos conseguido apreender, mas fato é que elas se vão, sem deixar vestígios em nossa existência.

Porém, há também aquelas pessoas que ficam. Não fisicamente, bem entendido, que o destino esta aí, a postos, para volta e meia nos distanciar uns dos outros.

Mas, ainda assim, elas permanecem em nosso coração e em nossa vida, em nossa mente e sentimentos, em nossas lembranças e saudades, enfim, permanecem conosco vida afora, com o que possuem de melhor.

Aos olhos do vulgo, talvez pareçam pessoas comuns. E até podem sê-lo, mas não para nós.

Em nosso coração, elas são presenças marcantes, importantes, benéficas e indeléveis.

São aquelas que, ao final da jornada, em meio ao cansaço das batalhas da vida, entre as lágrimas de desespero ou alegria, em meio a um mar de dor ou de felicidade infinita, poderemos chamar, sempre e sempre, de

AMIGOS!

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