Escolha uma Página
O ambiente tenso entre fazendeiros e índios de Mato Grosso do Sul, acirrado no final do ano passado com a demarcação de terras indígenas em 26 municípios do Estado, pode resultar em conflito entre as duas partes. A possibilidade foi comentada pelo enviado especial do presidente Luís Inácio Lula da Silva, general Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
“Sabemos que aqui existe risco de conflito, embora essa possibilidade seja menor agora do que há um ano, quando as primeiras portarias foram publicadas”, disse o ministro em entrevista coletiva realizada no quartel da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada. Depois esclareceu estar em Dourados para “desarmar os espíritos, tanto de índios quanto de produtores rurais”. Para o general, “o clima está mais tranquilo, próximo de um entendimento. A possibilidade de uma conciliação é cada vez maior, e não haverá necessidade do Exército dar sustentação ao trabalho de demarcação que será iniciado no próximo dia 20. Se houver necessidade, estaremos prontos, inclusive com apoio logístico”.
Ele recebeu 15 caciques de aldeias de Dourados e região, além da delegada regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Margarida Nicoletti. Os jornalistas não tiveram acesso aos dois encontros realizados a portas fechadas. Leia mais.
Skip to content