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Por Eduardo Schneider*
Muito se fala a respeito da preservação da Amazônia brasileira e da salvaguarda da nossa soberania nacional. Se é que é verdade, todos, em tese, da direita à esquerda, assumem seu caráter nacionalista, desde o nacionalismo mais conservadorístico até uma postura patriótica antiimperialista.
A atual área de abrangência da Amazônia Legal corresponde à totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do estado do Maranhão, perfazendo uma superfície de aproximadamente 5.217.423 km², correspondente a cerca de 61% do território brasileiro.
Sua população, entretanto, corresponde a 12,32% do total de habitantes do Brasil. Cerca de 85% de toda a extensão da região amazônica fica em território brasileiro.
O Exército brasileiro, em 1949, contava com aproximadamente 1000 homens no então Comando de Elementos de Fronteira. Dispõe, hoje, no atual Comando Militar da Amazônia, sediado em Manaus, de um efetivo aproximado de 22 mil homens que têm como missão principal guarnecer o arco amazônico de fronteiras, com 11.248 quilômetros, acrescidos de 1.670 quilômetros de litoral.
Além das operações militares propriamente ditas, cabe ao Exército, na Amazônia, cooperar no desenvolvimento de núcleos populacionais mais carentes, na faixa de fronteira. Assim é que, em todos os pelotões de fronteira, funcionam normalmente escolas de primeiro grau e subordinadas ao Comando Militar de Tabatinga temos escolas de primeiro e segundo graus.
Orgulha-se a Marinha da continuidade do apoio médico-odontológico às populações ribeirinhas, ação cívico-social que se estende da foz do Amazonas até a faixa de fronteira, através de seus navios de Assistência Hospitalar, conhecidos na Amazônia como “Navios da Esperança”.
A atuação das Forças Armadas na região amazônica deve servir de estímulo e incentivo para uma análise abrangente da Questão Nacional, formando uma consciência, no âmbito da sociedade, do imenso acervo que nos foi legado por nossos antepassados, o qual temos o dever patriótico de defender e preservar para as futuras gerações desse nosso país continente, não sendo isto um privilégio das Forças Armadas, mas um dever de toda a sociedade brasileira.
As ameaças históricas permanecem vivas e, nesse limiar do Século XXI, se apresentam sob os mais variados disfarces e com conotações especiais habilmente formuladas por Organismos Internacionais, implantados e manipulados pelo poder hegemônico alienígena, ressaltando em repetidas oportunidades os interesses da humanidade e o direito de usufruto das nossas riquezas naturais.
O Governo Federal deve promover a modernização tecnológica de nossas Forças Armadas destinando um percentual maior do PIB para os projetos de reequipamento, de aperfeiçoamento de recursos humanos e de uso de novas tecnologias. Também deverá alcançar mais recursos para os programas diretamente relacionados às ações em regiões de fronteira e na Amazônia, bem como para pesquisas, mapeamento e vigilância da costa e da plataforma submarina.
De acordo com os comandantes das três forças, que relataram a situação de penúria que enfrentam, o País teria de injetar cerca de R$ 16 bilhões até 2021 para que as Forças Armadas tenham condições de cumprir o papel de defesa da hegemonia nacional desta área de tão grande importância para nosso País.
O Brasil deve demonstrar ao mundo que a segurança do território e do espaço aéreo sobrejacente da Amazônia é perfeitamente compatível com a proteção do meio ambiente.
Devemos dar mais valor a aqueles que, em tempos de paz, são muitas vezes os únicos a levarem serviços essenciais aos nossos compatriotas que vivem esquecidos nos mais longínquos rincões de nossa pátria e que, em tempos de guerra, dariam sua vida pela Amazônia.

“…Mas se defendendo esta brasileira AmazôniaTivermos que perecer,ó Deus
Que o façamos com dignidade
E mereçamos a vitória!
SELVA!”
(trecho da Oração do Guerreiro de Selva do Exército Brasileiro)
*Eduardo Schneider escreve no Perspectiva Política às quintas.
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