Em Operação Amazônia, militares fazem treinamento para Copa
Grupos da Marinha, Exército e Força Aérea iniciaram nesta segunda-feira uma série de treinamentos conjuntos para a defesa da região Norte do país com a participação de aproximadamente seis mil militares. Chamada de Operação Amazônia, a programação é coordenada pelo Ministério da Defesa e tem como um dos objetivos capacitar os setores para atender as necessidades impostas por grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 que será sediada no Brasil.
“Nosso objetivo é empregar o novo procedimento nos grandes eventos como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo”, afirmou o Comandante da Força Aérea na Operação Amazônia, Major-Brigadeiro do Ar, Antonio Carlos Egito do Amaral sobre os testes de um novo formato de comando e controle. Ainda segundo o servidor, o sistema permitirá que as cidades-sede dos jogos tenha um centro de operações aéreas local.
Nos treinamentos na região estarão envolvidas 36 aeronaves, entre elas, helicópteros, aviões de reconhecimento, de caça, de transporte e de reasbatecimento. Além disso, militares das Forças Armadas realizarão missões como lançamento de paraquedistas e cargas e pouso de assalto, técnica utilizada para infiltrar e retirar tropa de determinada área. Pilotos e equipes de manutenção, por sua vez, treinarão operações de reabastecimento em voo e emprego de equipamentos de visão noturna.
Terra/montedo.com
Respostas de 3
Qualquer principiante sabe que treinamento feito em área amazônica, não vai qualificar uma tropa a ser empregada em ambiente operacional completamente diferenciado, ou seja, zona urbana é uma coisa e ambiente de selva é outra história, ainda mais em eventos esportivos dessa natureza, onde a maior ameaça é, sem dúvida, o terrorismo fundamentalista internacional que não desperdiçará oportunidade de cometer atos insanos contra delegações de países tidos como "inimigos." É aí que mora o perigo. Essa missão de garantir a segurança desses eventos esportivos, é muito mais de inteligência, uso de tecnologia, do que força. Eu pergunto: Que utilidade terá um batalhão de paraquedistas para neutralizar um homem-bomba que acaba de acionar um artefato explosivo matando dezenas de pessoas numa área urbana? Estranho essa comparação.
Nos grandes eventos civis o importante é ter homens e mulheres com capacidades individuais: inteligência, capacidade analítica, perspicácia, cultura geral, boa capacidade de observação e comunicação etc. E certamente essas qualidades não são desenvolvidas nas Forças Armadas brasileiras. No Brasil dá-se mais valor ao todo da tropa, à massa, ao conjunto. Mas o conjunto não é inteligente, ele é forte fisicamente mas fraco intelectualmente e, nas atividades de segurança civis faz-se necessário indivíduos com capacidade de analisar rapidamente uma situação, julgar qual é a decisão mais acertada e agir.
O militar brasileiro não está acostumado a ter autonomia decisória, pois existe uma cultura de deixar sempre que o mais antigo (mais graduado na hierarquia) se pronuncie e tome a decisão, mesmo que ele nitidamente não conheça o assunto sobre o qual decidirá, ou pior, mesmo quando nitidamente não demonstra maturidade pessoal (emocional e técnica) para tal. Seja bom ou ruim, é assim que funciona hoje…Coisas de Forças Armadas de país pacífico e acomodado belicamente!
Achar que haverá uma super segurança colocando um monte PQD com óculos RAY BAN e outros militares com cara pintada com camuflagem e fuzis nas ruas e locais de competição é ingenuidade, isto faz-se necessário mas não é o primordial.
A cereja do bolo será selecionar e capacitar grandes efetivos de militares com as características já descritas para que estes fiquem anônimos no meio da população e sejam capazes de avaliar as situações de risco. Será que isso ocorrerá? Acho que não, pois na época dos Jogos Mundias Militares a sensação que eu tive é a de que ainda precisaria melhorar muito para ficar pelo menos BOM, principalmente na coordenação das atividades a cargo de cada Força o que ficou evidenciado pela disputa de egos, pela circulação inadequada de informações e designação de militares para atividades para as quais deveria existir um perfil mínimo de atributos emocionais e técnicos.
Celso
Colocar um monte de milico armado nas ruas só assustará os marginais toscos, os batedores de carteira, os traficantes… Terrorista não se intimida em ver um monte do Soldados nas ruas. Terrorista normalmente tem uma capacidade intelectual diferenciada dos marginais comuns, assim como aparência de gente normal. Terrorista é neutralizado através de investigações aprofundadas conduzida por pessoal com qualidades intelectuais (integrantes da Interpol e Polícia Federal) diferenciadas dos combatentes militares convencionais.