Apesar de portaria do MEC, Marinha não muda regras e mantém restrições para praças praticarem sinalização náutica no meio civil

Marinha descarta mudar regras

MARCO AURELIO REIS
Rio – Apesar de portaria do Ministério da Educação indicar formação técnica para os profissionais que sinalizam o tráfego de navios nos portos, a Marinha vai alterar a atual regulação do setor, que coloca a atividade sob a responsabilidade de oficiais e pessoal de nível superior. A informação obtida pela Coluna por meio de nota oficial é direta: “Somente a Autoridade Marítima tem competência para alterar a regulação da sinalização náutica”. A informação frustra os planos de praças que viram na portaria do MEC oportunidade de prestarem esses serviços em portos privados após irem para reserva. A regulação do MEC abria a praças com curso de sinalização náutica (1.200 horas de aula) mercado de trabalho. E mais, defendem os praças, impediria que o oficiais continuassem a atuar no setor pela falta do curso técnico.
Nem mesmo a possibilidade de os praças serem habilitados ao lado dos oficiais para a atividade está em estudo. É o que deixa claro a Marinha:“Não existe intenção de alterar a Norma da Autoridade Marítima nº17 no que diz respeito aos profissionais autorizados a assinar como responsáveis” pela sinalização náutica, quando esta for de “responsabilidade de organização extra-Marinha.”

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Ainda sobre os faroleiros da Marinha

OFICIAIS AUTORIZADOS
Ainda segundo a nota oficial, os oficiais da Marinha, “hidrógrafos ou não, já são autorizados a executar” a sinalização, desde que atendam ao previsto na norma interna da Força, conhecida internamente pelo nome “Normam 17”. A íntegra da norma pode ser encontrada na internet: www.dpc.mar.mil.br.
PRAÇAS NÃO DESANIMAM
Sargentos e suboficiais que travam batalha para serem reconhecidos como sinalizadores náuticos em organização extra-Marinha não desanimam. Prometem manter a briga pública para alterar a norma da Marinha.
BUSCA DE APOIO
Tais praças e suboficiais dizem que vão buscar apoio no Congresso e levar a reivindicação pelo reconhecimento como sinalizadores a áreas civis do governo. “Do que vale então a portaria do MEC regulamentando a função?”, questiona fonte da Coluna.
O Dia (Força Militar)/montedo.com

Respostas de 3

  1. Os autorizados a fazer projetos o fazem de forma amadora e com pouco conhecimento de causa.Todos os processos são enviados para técnicos (Praças especializadas na área de Farol)para avaliação onde na sua maioria possuem erros e são devolvidos com orientações para correções.Após varias idas e vindas do processo com as orientações dos técnicos, os autorizadas de acordo com a NORMAN 17, conseguem acertar os projetos. É assim o corporativismo cria duas classes nas Forças Armadas.
    Quem sabe se um dia tenhamos militares que se vejam como equipes, que almejam o bem da classe como um todo e em prol da defesa da pátria.

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