Operação Águia é realizada em Uberlândia para oficiais [militares] do Exército
Objetivo é preparar efetivo para operações e desenvolver aptidão.
350 militares de Uberlândia vão trabalhar na Copa das Confederações.
Vanessa Duarte
Centenas de oficiais [militares] do 36º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMTz) e do 2º Batalhão de Aviação do Exército de Taubaté participaram, nesta terça-feira (23) em Uberlândia, da Operação Águia, que simulou situações de emergência na Usina Hidrelétrica de Amador Aguiar II.
![]() |
| Imagem: Reprodução TV Integração |
O objetivo foi preparar o efetivo profissional para fazer operações, além de desenvolver a aptidão de liderança e comando em todos os níveis. Principalmente porque 350 militares de Uberlândia vão ser enviados para Brasília para ajudar na segurança da Copa das Confederações.
De acordo com o capitão da Infantaria de Taubaté, Claúdio Marcos Dias Peixoto, parela à Águia, outra operação denominada Atena também acontece até sexta-feira (26). “É um treinamento de pilotagem tática, que consiste no tipo de voo realizado de 3 a 5 metros de altura do solo. É uma técnica passiva de proteção”, ressaltou.
As atividades da Operação Águia foram desenvolvidas em duas fases. Na primeira, os militares do 36º BIMTz e integrantes da 3ª Brigada de Infantaria Motorizada de Cristalina, em Goiás, receberam instruções sobre as técnicas aeromóveis. Já a segunda fase foi composta por um exercício simulado de ocupação da Usina Hidrelétrica de Amador Aguiar II (Capim Branco II), com a utilização de seis helicópteros.
Em relação a segunda fase, Claúdio informou que a hidrelética foi tomada por uma força adversa, que teve a intenção de desestabilizar a ordem pública, tomando o fornecimento de energia elétrica e água da população. “Para recuperar a usina, o Exército brasileiro, através da força de helicópteros da tropa, abordou o local e inicialmente fez o isolamento da área. Posteriormente, começou a fase de negociação para recuperar a área de forma pacífica. Estavamos preparados, em último caso, para fazer o uso moderado da força para retomar o controle da usina”, explicou.
![]() |
| Foram oferecidas instruções sobre técnicas aeromóveis (Foto: Reprodução/TV Integração) |
O capitão Peixoto disse ainda que a Operação Águia aconteceu para manter o elevado nível de treinamento das tropas federais do Exército Brasileito para, em caso de necessidade, eles tenham condições de manter a segurança da população.
“Temos grandes eventos que ocorrerão no Brasil, como a Copa da Confederações, com a participação do Exército, que vai contribuir com a segurança pública. Helicópteros da equipe estarão presentes em todas as sedes da Copa e esse Batalhão também estará presente também na Jornada Mundial da Juventude, que contará com a presença do Papa”, declarou.


Uma resposta
PJM Salvador denuncia fraude em processo seletivo de dentista na 6ªRM
A Procuradoria de Justiça Militar em Salvador ofereceu denúncia contra cinco militares e um civil pelo crime de corrupção passiva, previsto no artigo 308, §2º, do Código Penal Militar. Os denunciados estão envolvidos em fraude no processo seletivo de dentista realizado pela 6ª Região Militar em 2010.
Em desacordo ao que estabelece a Lei 5.292/67, o Decreto 63.704/68 e a portaria 251/DGP, a terceira classificada na seleção de dentistas para a especialidade periodontia foi convocada antes das duas primeiras colocadas para a realização do Estágio de Adaptação e Serviço (AES), a ser cumprido no Hospital Geral de Salvador.
A primeira classificada na seleção foi quem representou na PJM Salvador, objetivando a apuração dos fatos. Nas investigações, descobriu-se que a convocada é filha de um engenheiro que mantém relações próximas com um militar da reserva da 6ª RM. Foi o ex-militar quem encaminhou o currículo da dentista que foi entregue à Comissão de Seleção do certame, realizado entre setembro de 2010 a fevereiro de 2011.
O militar reformado, além de deter um cargo em Fundação ligada à empresa do engenheiro, é diretor-executivo da Associação Guardião da Apa do Pratagi (Agir), localizada em Ibirapitanga/BA, composta em grande parte por militares da reserva e detentora de acordos de cooperação firmados com o Exército. Outros dois denunciados também integram a Agir. Entre 2008 e 2011, a Associação recebeu recursos financeiros superiores a R$ 6 milhões da Fundação ligada ao engenheiro.
Trechos de conversas gravadas e depoimentos de envolvidos confirmam a formação de um esquema para burlar a ordem de classificação da seleção.
Para o MPM, o presidente da Comissão de Seleção Especial infringiu seu dever funcional ao ceder a pedido dos outros quatro denunciados para que convocasse e incorporasse a civil no cargo de dentista/periodontista do Exército. Assim, todos os denunciados, inclusive a dentista e seu pai, praticaram o delito de corrupção passiva.
http://www.mpm.gov.br/mpm/acontece/pjm-salvador-denuncia-fraude-em-processo-seletivo-de-dentista-na-6arm