Oficial do Exército Brasileiro é destaque em curso de operações no Canadá

Tenente-Coronel Túlio Marco de Morais foi destaque em curso no Canadá

Militar terminou o Army Operations Course 55 na quarta colocação entre 91 oficiais e liderou entre os estrangeiros.

O Tenente-Coronel Túlio Marco de Morais, da 22ª Brigada de Infantaria de Selva, concluiu com destaque o Army Operations Course (AOC) 55, no Canadá.

Além disso, o oficial brasileiro conquistou a quarta colocação geral entre 91 participantes. Ao mesmo tempo, ele alcançou o primeiro lugar entre os militares estrangeiros.

Curso prepara oficiais para operações terrestres

O Canadian Army Command and Staff College (CACSC) conduz o Army Operations Course. Assim, a instituição prepara oficiais para exercer funções de comando e estado-maior.

O curso concentra seus estudos no planejamento e na condução de operações terrestres. Além disso, a formação prepara os militares para atuar nos níveis de grupo de batalha e brigada.

Para isso, os alunos analisam problemas militares e elaboram soluções. Posteriormente, eles aplicam os conhecimentos durante exercícios de planejamento e atividades práticas.

Desse modo, o treinamento aproxima os participantes de situações encontradas em postos de comando. Consequentemente, os oficiais precisam tomar decisões diante de problemas militares cada vez mais complexos.

Confira informações oficiais sobre o Canadian Army Command and Staff College.

Formação durou aproximadamente 13 meses

O AOC 55 teve duração aproximada de 13 meses. Nesse período, os participantes combinaram atividades de ensino a distância com etapas presenciais no Canadá.

Inicialmente, os oficiais desenvolveram estudos doutrinários e trabalhos individuais. Depois, participaram de atividades coletivas e exercícios de planejamento.

Além disso, o programa incluiu atividades práticas de estado-maior. Dessa maneira, os participantes precisaram aplicar conhecimentos teóricos em situações próximas da realidade operacional.

Gradualmente, os instrutores aumentaram a complexidade dos problemas apresentados. Por isso, os oficiais precisaram integrar diferentes capacidades durante o processo de planejamento.

Exercícios reuniram diferentes capacidades militares

Durante o curso, os oficiais participaram de exercícios relacionados a operações ofensivas, defensivas e de estabilização.

Nessas atividades, os participantes desempenharam diferentes funções em postos de comando de grupos de batalha e brigadas. Além disso, precisaram coordenar diversas áreas.

Entre essas capacidades estavam a manobra, os fogos, a engenharia, as comunicações e a inteligência. Da mesma forma, o treinamento envolveu IRVA.

A sigla IRVA representa inteligência, reconhecimento, vigilância e aquisição de alvos. Portanto, os exercícios exigiram integração entre informações, planejamento e emprego de recursos militares.

Além disso, os participantes trabalharam com logística e assuntos civis. Assim, o curso procurou reproduzir a complexidade característica das operações terrestres contemporâneas.

Brasileiro terminou em quarto lugar

Representando o Exército Brasileiro, o Tenente-Coronel Túlio Marco de Morais alcançou a quarta colocação geral no AOC 55.

Ao mesmo tempo, o militar brasileiro terminou na primeira posição entre os oficiais estrangeiros. O resultado ganhou destaque porque a turma reuniu 91 participantes.

Dessa forma, a classificação demonstra o desempenho do oficial em uma formação voltada ao planejamento e à condução de operações.

Além disso, o resultado reforça a importância da participação brasileira em programas internacionais de aperfeiçoamento profissional.

Veja informações oficiais sobre a formação de oficiais no Canadá.

Graduação encerrou mais de um ano de atividades

A cerimônia de graduação do Army Operations Course 55 ocorreu em 25 de julho, no Canadá.

Com isso, o evento marcou o encerramento de mais de um ano de atividades acadêmicas e práticas. Durante esse período, os participantes desenvolveram conhecimentos voltados ao emprego de forças terrestres.

Além do aprendizado individual, o curso proporcionou contato direto com militares de diferentes nacionalidades. Dessa maneira, a experiência ampliou o intercâmbio profissional entre os participantes.

Consequentemente, o oficial brasileiro também teve contato com doutrinas, procedimentos e metodologias utilizadas pelo Exército Canadense.

Intercâmbio fortalece cooperação entre Brasil e Canadá

A participação brasileira no AOC 55 também contribuiu para fortalecer a cooperação militar entre Brasil e Canadá.

Além disso, o intercâmbio favoreceu a troca de conhecimentos doutrinários. Ao mesmo tempo, permitiu aos participantes conhecer procedimentos empregados em ambientes multinacionais.

Essa experiência ganha importância porque forças militares precisam atuar de forma coordenada em operações conjuntas e multinacionais. Portanto, o conhecimento de diferentes doutrinas amplia a capacidade de interoperabilidade.

O contato com metodologias empregadas por países aliados também pode contribuir para o aperfeiçoamento profissional dos militares brasileiros.

O Canadian Army Doctrine and Training Centre coordena atividades relacionadas à doutrina e ao treinamento do Exército Canadense.

Conheça o Canadian Army Doctrine and Training Centre.

Conhecimentos podem ser disseminados no Exército

Após concluir a formação, o oficial poderá aplicar os conhecimentos adquiridos em sua atividade profissional. Além disso, poderá compartilhar experiências com outros militares brasileiros.

Desse modo, a participação em cursos internacionais pode produzir resultados que ultrapassam a qualificação individual.

Por outro lado, o intercâmbio também fortalece os vínculos institucionais entre os Exércitos dos dois países. Consequentemente, essas experiências podem contribuir para o desenvolvimento doutrinário da Força Terrestre.

Além disso, o contato com diferentes metodologias permite comparar procedimentos e identificar práticas aplicáveis à realidade brasileira.

Assim, o desempenho do Tenente-Coronel Túlio Marco de Morais no AOC 55 representa não apenas um resultado individual, mas também uma experiência relevante para o intercâmbio militar entre Brasil e Canadá.

Fonte: Exército Brasileiro e Canadian Army.

Leia também

 

Respostas de 2

  1. Frescura! Focamos muito nestes individualismos Casuísticos. Curso teorico , que o miltar ja possuia aqui no brasil. Sendo a doutrina parecida, so mudando um pouco o modo como e esquematizado na carta. Exército tem priorizar o coletivo, e nisso estamos mal. E por isso que esses caras depois quando em funçao de comando nao agem como, agem intrutores a vida toda. No meio do do PAA os Generais e ate os Cmt de OM ficam andando pra cima e para baixo de camionete fora de situaçao. No coletivo, a tropa nao esta motivada… etc
    Exemplo que estamos mal no coletivo, e o pessoal que foi representar o Brasil no Força Comandos, Ficando em “ultimo lugar”. Baixaria nivel “hard”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *