Cabo do Exército argentino recebe soldo equivalente a R$ 5.200,00 por mês, enquanto governo tenta recompor o poder de compra e mitigar a crise nas forças armadas.


O governo de Javier Milei anunciou um reajuste acumulado de 12,22% para os militares argentinos. A medida vigora entre setembro e dezembro de 2026. Além disso, o aumento beneficia os aposentados das corporações. Da mesma forma, o Executivo ampliou os vencimentos das forças federais de segurança com aumentos de 10% a 30%. Portanto, o governo tenta amenizar a crise econômica. Mais detalhes econômicos estão no portal oficial da Presidência Argentina.

Governo destina recursos para recomposição salarial

Inicialmente, o Executivo argentino destinará US$ 33 milhões para financiar o aumento. Essa decisão atende a reclamações históricas sobre salários defasados. Segundo a Presidência, a medida fortalece as instituições. Além disso, a ação melhora as condições trabalhistas. Por consequência, o pacote abrange a Gendarmaria, a Polícia Federal e a Polícia Aeroportuária. Informações detalhadas sobre a segurança pública estão disponíveis no site do Ministério da Segurança da Argentina.

Cabo argentino recebe R$ 5,2 mil mensais

A nova escala salarial vigora a partir deste mês. Atualmente, um cabo ganha 928.903 pesos mensais. Esse valor equivale a R$ 5,2 mil em conversão direta. Portanto, a quantia já reflete a atualização salarial. Em contrapartida, um sargento recebe 1.118.305 pesos por mês. Até dezembro, novos reajustes graduais elevarão o salário do cabo para 975.165 pesos.

Quadro Comparativo: Remuneração na Argentina vs. Brasil

Abaixo, confira a comparação entre os salários das graduações na Argentina e os soldos do Exército Brasileiro:

Graduação Salário na Argentina (Set/2026) Equivalente em Reais (ARS/BRL) Soldo Base no Brasil (2026)
Cabo 928.903 pesos R$ 5.200,00 R$ 2.869,00
Cabo Primeiro 1.003.616 pesos R$ 5.620,00 R$ 2.869,00
Sargento 1.118.305 pesos R$ 6.260,00 R$ 4.177,00 (3º Sargento)

Nota: Os dados utilizam a cotação oficial de setembro de 2026. Acompanhe os salários brasileiros no Portal da Transparência.

Inflação corrói rendimento das tropas

Apesar dos anúncios recentes, as tropas acumulam perdas salariais expressivas. Dados oficiais mostram perda de 28% no poder de compra desde 2023. Além disso, a inflação local continuou subindo rapidamente. Em julho, a taxa mensal atingiu 2,1%. Consequentemente, a inflação somou 19,3% no ano. Por isso, muitos militares contraíram dívidas bancárias.

Ministério da Defesa autorizou segundo emprego

Por causa da crise, o Ministério da Defesa flexibilizou regras em junho. Agora, os militares podem exercer atividades no setor privado. Dessa forma, o governo formalizou uma prática informal frequente. Para comparar as normas, consulte as diretrizes do Ministério da Defesa do Brasil.

Inadimplência atinge um quarto dos agentes

Atualmente, 25% dos agentes de segurança não conseguem pagar suas dívidas. Portanto, a crise financeira pressiona a gestão estatal por novas medidas. Ao mesmo tempo, Milei tenta manter os investimentos na modernização militar. Assim, o governo busca conter o descontentamento das tropas.

Reajuste anual da categoria atinge 32%

Em resumo, o plano busca equilibrar investimentos em compras com melhorias salariais. Com o novo reajuste, o aumento acumulado em 2026 chegará a quase 32%. Adicionalmente, o governo concederá bônus de até 25% por formação acadêmica.