Militares dos Estados Unidos, França e Paraguai chegam ao Brasil em setembro para treinamento conjunto com as Forças Armadas.
O ministro da Defesa, José Múcio, autorizou a entrada de tropas estrangeiras no país nesta quarta-feira (26). De acordo com o despacho oficial, as equipes farão treinamentos conjuntos com as Forças Armadas brasileiras. Além disso, a publicação no Diário Oficial da União oficializou o ingresso temporário dos militares no território nacional.
Contingentes e datas
O treinamento ocorrerá de 3 a 25 de setembro em Goiás e no Distrito Federal. Ao todo, 115 militares do exterior participarão das simulações táticas no Campo de Instrução. O governo norte-americano enviará 55 soldados acompanhados de armamentos, munições e equipamentos optrônicos. Enquanto isso, a França trará 40 integrantes e o Paraguai destacará 20 homens.
Notificação às autoridades
Em seguida, o Ministério enviou a decisão aos comandos da Marinha do Brasil, do Exército e da Aeronáutica. Da mesma forma, os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores receberam a notificação. As representações diplomáticas em Brasília também acompanham a movimentação das tropas. Portanto, a coordenação institucional reforça o cumprimento dos protocolos internacionais de defesa.
Histórico da operação
A Marinha realiza a Operação Formosa desde 1988 para manter a prontidão de combate dos fuzileiros navais. Contudo, o Exército e a Força Aérea passaram a integrar o exercício em 2021. A atividade recebeu esse nome porque ocupa o Campo de Instrução de Formosa, no estado de Goiás. Por exemplo, o local oferece espaço adequado para treinamentos complexos com munição real.
Polêmicas recentes
Blindados da Marinha passam em desfile pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília – Pedro Ladeira – 10.ago.21/Folhapress
Em 2021, a movimentação de blindados em Brasília gerou fortes controvérsias políticas. Na ocasião, comboios militares percorreram a capital federal durante o governo de Jair Bolsonaro. No entanto, a oposição interpretou o desfile como intimidação ao Congresso Nacional. Por outro lado, a Marinha negou categoricamente qualquer intenção política no comboio.
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