Forças Armadas reduzem em 71,6% número de militares da ativa candidatos em 2026

Militares da ativa nas eleições 2026

Apenas 17 militares solicitaram afastamento para disputar as eleições deste ano, contra 61 em 2022.

Participação militar na política cai

As Forças Armadas terão participação menor nas eleições de 2026. Apenas 17 militares da ativa solicitaram aos comandos autorização para disputar cargos eletivos.

O número representa queda de 71,6% em relação a 2022. Naquele ano, 61 militares das três Forças solicitaram afastamento para concorrer.

Os dados foram obtidos pela Coluna do Estadão, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Portanto, o levantamento considera militares que ainda estavam na ativa ao solicitar o afastamento.

A redução ocorre durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro (PL), capitão da reserva do Exército, comandava o país.

Exército registra a maior queda

O Exército apresentou a maior redução no número de pedidos. Em 2026, apenas quatro militares da ativa solicitaram afastamento para disputar as eleições.

Entre eles, dois oficiais pretendem concorrer à Câmara dos Deputados. Além disso, um graduado pediu afastamento para disputar uma vaga de deputado estadual ou distrital.

Outro oficial também solicitou afastamento, mas o cargo pretendido não foi informado no levantamento.

Em 2022, o Exército havia registrado 30 pedidos. Assim, a quantidade caiu de forma expressiva em quatro anos.

FAB lidera pedidos de afastamento

A Força Aérea Brasileira (FAB), por outro lado, passou a concentrar o maior número de militares candidatos entre as três Forças.

Ao todo, dez militares da ativa solicitaram afastamento para participar da disputa eleitoral deste ano.

Sete integrantes da FAB pretendem concorrer ao cargo de deputado federal. Outros três disputarão vagas de deputado estadual ou distrital.

Ainda assim, o número também caiu em relação a 2022. Naquele pleito, a Aeronáutica registrou 15 pedidos de afastamento.

Marinha terá três militares candidatos

A Marinha registrou apenas três solicitações de afastamento entre militares da ativa. Todos os pedidos partiram de praças.

Dois militares pretendem disputar vagas de deputado federal. Enquanto isso, outro praça buscará uma cadeira de deputado estadual ou distrital.

Segundo as informações obtidas pela Coluna do Estadão, nenhum oficial ou fuzileiro naval deverá disputar as eleições deste ano.

Em 2022, a Marinha havia registrado 16 pedidos de afastamento para candidaturas.

Dados refletem militares da ativa

A comparação considera especificamente militares da ativa que solicitaram aos comandos das Forças o afastamento necessário para disputar cargos eletivos.

A legislação eleitoral estabelece regras específicas para a candidatura de militares. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina condições diferentes conforme o tempo de serviço.

Militares com menos de dez anos de serviço precisam se afastar da atividade. Já aqueles com mais de dez anos podem ser agregados e afastados do serviço ativo.

Confira as regras do TSE para candidaturas de militares.

O TSE também estabelece condições específicas para militares que exercem ou não funções de comando.

Veja a resolução do TSE sobre registros de candidatura.

Participação política das Forças Armadas

A queda no número de pedidos reduz, portanto, a presença de militares da ativa na disputa eleitoral de 2026.

Além disso, os números mostram mudanças significativas dentro de cada Força. O Exército passou de 30 pedidos, em 2022, para quatro neste ano.

A FAB caiu de 15 para dez. Já a Marinha reduziu os pedidos de 16 para três.

O levantamento, contudo, trata de solicitações de afastamento feitas por militares da ativa. Ele não representa necessariamente o número final de candidatos militares registrados pela Justiça Eleitoral.

O TSE ainda precisa analisar os pedidos de registro das candidaturas. O calendário eleitoral prevê o processamento e julgamento desses registros ao longo do segundo semestre.

Consulte o calendário oficial das Eleições 2026.

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Fonte

Fonte: Coluna do Estadão, com dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Respostas de 3

  1. Com as perseguições e covardis dentro das forças armadas contra os seus membros que pretendem um cargo eletivo, fica difícil pro pracinha se arriscar.

    1. Os candidatos militares se mostraram frouxos e profundamente incompetentes, verdadeiras cadelas atrás do mito das joias, que levou a todos para o abismo e ocuparam o mesmo lugar na maior escoria moral da história de que se tem notícia. ¡Algo nunca visto! Gostaria de citar dois exemplos de vergonah nacional, um a nivel nacional que é o ST Helio bolsonaro e o outro a nivel local aqui em courados que é o sgt prates, exemplo de picaretagem politica, vergoonha e palha~çada, esse ultimo conseguiu estragar ate a carreira dos praças musicos do exercito, atraves de piruação errada o comando deu ultima forma numa medida que seria benefica para todos, mas entorou politica e esse infeliz prejudicou toda uma classe!!

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