Acordo aproxima Bogotá de Washington em ofensiva contra cartéis e transforma a Colômbia no quarto país latino-americano a aderir à iniciativa militar dos EUA.
A Colômbia autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos para combater grupos ligados ao narcotráfico. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira, 12, no Panamá.
Acordo amplia cooperação militar
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou a adesão colombiana durante uma cerimônia com o ministro da Defesa da Colômbia, Jorge Eduardo Mora.
Segundo Hegseth, Bogotá autorizou ações conjuntas para destruir redes classificadas pelo governo americano como “narcoterroristas”.
Além disso, a medida coloca a Colômbia ao lado de Equador, Honduras e Guatemala na iniciativa liderada por Washington.
Colômbia ocupa posição estratégica
A Colômbia é atualmente o maior produtor mundial de cocaína. Por isso, o governo americano considera a participação colombiana estratégica para ampliar o combate ao tráfico na região.
O acordo também ocorre após a posse do presidente Abelardo de la Espriella. O novo governo conservador prometeu endurecer as ações contra grupos armados e organizações criminosas.
Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores colombiano ainda não havia comentado oficialmente o anúncio até a publicação das informações.
EUA ampliam ofensiva contra o narcotráfico
Nos últimos meses, o governo Donald Trump ampliou a atuação militar americana contra redes suspeitas de tráfico de drogas.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, forças dos EUA realizaram dezenas de ataques contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico Oriental.
As operações provocaram mais de 220 mortes e também geraram questionamentos sobre a legalidade dos ataques.
Além disso, Trump determinou ações contra autoridades venezuelanas acusadas por tribunais americanos de envolvimento com o tráfico de drogas.
Equador ganha destaque na iniciativa
Hegseth também destacou o papel do Equador na nova estratégia regional. O governo de Daniel Noboa passou a cooperar mais diretamente com Washington no combate ao narcotráfico.
Em março, os Estados Unidos anunciaram apoio a operações equatorianas contra instalações suspeitas de produzir drogas.
Enquanto isso, o Pentágono busca ampliar a chamada Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental. A estrutura pretende integrar recursos militares americanos e fortalecer parcerias regionais.
Trump busca ampliar alianças na América Latina
Trump defende há meses uma participação militar mais ativa dos países parceiros no combate aos cartéis.
Nesse contexto, o avanço de governos conservadores na América Latina favoreceu a aproximação entre Washington e alguns países da região.
Além disso, o presidente americano promove a chamada
Aliança Escudo das Américas. A iniciativa reúne países interessados em combater cartéis, organizações criminosas e outras redes de tráfico.
Fonte: Bloomberg, com informações da Reuters.
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Respostas de 2
Voltamos ao anos 80kk
E se negou a ajuda humanitária (pessoal especializado) dos outros países coirmãos latinos. Triste ver que essa ajuda poderia salvar pessoas. Agora, ajuda financeira (donativos, dinheiro, etc) está a disposição. Olha o caminho a que o extremismo está nos levando.