Condenado a 19 anos de prisão pela trama golpista, general Paulo Sérgio Nogueira recebeu autorização de Alexandre de Moraes para estudar a distância.
O general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa do governo Jair Bolsonaro, poderá fazer um curso de liderança e gestão de pessoas enquanto cumpre pena de prisão.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a matrícula do militar em uma instituição particular de ensino.
A decisão, proferida em 6 de agosto, permite que Paulo Sérgio faça o curso “Liderança e Gestão de Pessoas na Área de Saúde”, na modalidade de ensino a distância (EaD).
Assim, o general poderá acompanhar as aulas durante o cumprimento da pena. A matrícula, contudo, depende do cumprimento das regras internas do local onde ele está custodiado.
Além disso, Paulo Sérgio já realizou outros cursos durante a prisão. Entre eles, estão capacitações nas áreas de atendimento hospitalar, legislação e auditoria.
General cumpre pena no Comando Militar do Planalto
Paulo Sérgio está preso no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília. O general cumpre pena de 19 anos pela condenação no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o militar ocupa uma sala adaptada para a custódia. O espaço conta com televisão, ar-condicionado, banheiro individual, cama de solteiro, escrivaninha e frigobar.
O ex-ministro permaneceu próximo ao general Augusto Heleno, também condenado no processo. Entretanto, Heleno cumpre prisão domiciliar desde dezembro de 2025 por causa de um quadro de Alzheimer.
Moraes acompanha execução das penas
Alexandre de Moraes também atua como relator na execução das penas dos condenados pela tentativa de golpe.
O STF mantém informações processuais e decisões relacionadas aos processos em seu portal oficial.
A autorização para o novo curso ocorre enquanto Paulo Sérgio cumpre a pena imposta pela Justiça. O militar comandou o Exército entre 2021 e 2022 e, posteriormente, assumiu o Ministério da Defesa durante o governo Bolsonaro.
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Fonte: Metrópoles