Capelão do Exército na 2ª Guerra entra para o Livro dos Heróis da Pátria

Frei Orlando ingressou nas tropas brasileiras na Itália e é patrono da assistência religiosa do Exército

Frei Orlando integrou a Força Expedicionária Brasileira na Itália e morreu pouco antes da tomada de Monte Castelo.

O nome de frei Orlando passou a integrar oficialmente o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A inclusão ocorreu após a publicação da Lei 15.483, em edição extra do Diário Oficial da União, em 4 de agosto.

Homenagem reconhece atuação na guerra

Durante a Segunda Guerra Mundial, frei Orlando atuou como capitão capelão do Exército. Além disso, acompanhou os militares brasileiros durante a campanha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália.

Por isso, sua trajetória ganhou reconhecimento dentro das Forças Armadas. Afinal, o religioso combinou assistência espiritual, ação social e serviço junto aos militares brasileiros.

A homenagem teve origem no PL 1.076/2023, apresentado pelo então deputado federal Paulo Fernando (DF). Posteriormente, o senador Flávio Arns (PSB-PR) relatou a proposta no Senado.

Além disso, a Agência Senado publicou informações sobre a homenagem a frei Orlando.

Da mesma forma, o Senado disponibiliza informações sobre os brasileiros inscritos no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Conheça os Heróis e Heroínas da Pátria.

Livro reúne nomes de brasileiros históricos

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria reúne nomes de brasileiros que dedicaram suas vidas à defesa do país.

Além disso, a obra registra esses nomes em páginas de aço. Atualmente, o livro permanece no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Assim, a homenagem coloca frei Orlando ao lado de outros personagens reconhecidos oficialmente por sua contribuição à história nacional.

Desse modo, a inclusão também reforça a importância da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.

Frei Orlando também atuou na área social

Antônio Álvares da Silva nasceu em Morada Nova (MG), em 1913. Ainda jovem, iniciou sua formação religiosa em Divinópolis.

Depois, viajou para a Holanda para continuar os estudos. Ao retornar ao Brasil, recebeu a ordenação sacerdotal.

Em seguida, passou a lecionar no Colégio Santo Antônio, em São João del-Rei. Foi nesse período que adotou o nome religioso de frei Orlando.

Além das atividades religiosas, ele desenvolveu ações sociais. Entre elas, destacou-se a distribuição da chamada Sopa dos Pobres.

Para realizar esse trabalho, frei Orlando contou também com o apoio de militares do 11º Regimento de Infantaria.

Naquele momento, o Brasil já iniciava os preparativos para enviar tropas à Europa. Consequentemente, várias cidades passaram a receber militares convocados para formar os contingentes da FEB.

Frei Orlando ingressou na FEB

Com a mobilização militar, frei Orlando ingressou na Força Expedicionária Brasileira. Logo depois, seguiu para a Itália junto com as tropas brasileiras.

Na Europa, celebrou sua primeira missa para os pracinhas brasileiros. A cerimônia ocorreu na catedral de Pisa.

Posteriormente, o capelão passou a acompanhar os militares próximos às áreas de combate. Dessa forma, ofereceu assistência religiosa diretamente aos integrantes da FEB.

Além disso, sua presença aproximava o serviço religioso da rotina dos soldados. Assim, frei Orlando desempenhou seu trabalho mesmo diante das dificuldades provocadas pelo conflito.

Capelão morreu antes da tomada de Monte Castelo

Às vésperas da Tomada de Monte Castelo, frei Orlando visitou uma posição brasileira na linha de frente.

Durante a visita, porém, ocorreu um acidente fatal. Um partisan, integrante da resistência italiana contra o nazifascismo, efetuou um disparo acidental.

O tiro atingiu o capelão brasileiro. Consequentemente, frei Orlando morreu aos 32 anos.

Poucos dias depois, as tropas brasileiras participaram da ofensiva que resultou na tomada de Monte Castelo.

A batalha se tornou um dos episódios mais conhecidos da participação brasileira na campanha da Itália.

Frei Orlando virou patrono da assistência religiosa

A atuação do religioso ganhou reconhecimento dentro do Exército após sua morte.

Em 1946, portanto, um ano depois de sua morte, o Exército escolheu frei Orlando como patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército.

Desde então, seu nome permanece associado à assistência religiosa prestada aos militares brasileiros.

Atualmente, os capelães militares continuam oferecendo assistência religiosa e apoio espiritual aos integrantes das Forças Armadas.

Leia também: Capelão também rala!

Homenagem reforça legado histórico

Com a nova lei, frei Orlando passou a integrar oficialmente o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Assim, o reconhecimento valoriza sua participação na Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, destaca sua dedicação à assistência religiosa e às ações sociais.

Além disso, a homenagem preserva a memória de um capelão que acompanhou os soldados brasileiros em uma das principais guerras do século XX.

Portanto, o nome de frei Orlando passa a ocupar oficialmente um espaço permanente na história nacional.

Respostas de 3

  1. Todo historiador sabe que oficial nao fizeram nada na segunda querra e quem sao os verdadeiros herois foram os soldados , cabos e sargentos

    1. Justa homenagem a esse HERÓI brasileiro da 2ª Guerra Mundial. Faltam, ainda, o Sgt Max Wolf Filho e o Cb João Cândido, o Almirante Negro. 🫡🪖🛠️🇺🇳🇧🇷🇭🇹

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