Decisão encerra o processo envolvendo o mergulhador de combate Rodrigo Cavalcanti de Lucena, condenado por desacato, desrespeito e recusa de obediência ao comandante do GRUMEC.
O Superior Tribunal Militar (STM) concluiu, definitivamente, o processo envolvendo o capitão-tenente da Marinha Rodrigo Cavalcanti de Lucena. A Corte rejeitou os Embargos Infringentes e de Nulidade apresentados pela defesa e, assim, manteve a perda do posto e da patente. Dessa forma, confirmou a decisão proferida em 2025, quando o oficial foi declarado indigno para o oficialato em razão de sua condenação criminal.
Recurso buscava reverter decisão do Tribunal de Honra
O julgamento realizado nesta semana não reabriu a ação penal. Em vez disso, os ministros analisaram exclusivamente o recurso contra a decisão do Tribunal de Honra. Esse procedimento constitucional avalia se um oficial condenado continua apto a permanecer na carreira militar.
Por maioria, o Plenário concluiu que a conduta do capitão-tenente violou os princípios da hierarquia e da disciplina. Por isso, rejeitou o recurso e preservou integralmente a decisão anterior.
A defesa argumentou que o desacato representou um fato isolado, com repercussão restrita ao ambiente militar. Além disso, sustentou que a condenação criminal já constituía punição suficiente. Mesmo assim, a maioria dos ministros entendeu que o comportamento do oficial comprometeu valores essenciais das Forças Armadas. Consequentemente, manteve a declaração de indignidade para o oficialato.
Condenação criminal originou o processo
O recurso decorre da condenação criminal imposta pela Justiça Militar da União. Rodrigo Cavalcanti de Lucena recebeu pena de três anos, nove meses e quinze dias de reclusão pelos crimes de recusa de obediência, desrespeito a superior e desacato a superior.
Os fatos ocorreram em 2018, quando o oficial integrava o Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC). Na ocasião, ele recusou duas ordens diretas para providenciar a instalação de aparelhos de ar-condicionado na unidade.
Segundo os autos, a primeira determinação partiu do imediato e, posteriormente, foi reiterada pelo comandante da organização militar. Entretanto, o oficial recusou-se a cumprir as ordens. Além disso, dirigiu-se ao comandante de forma agressiva, utilizando palavras de baixo calão. Posteriormente, militares subordinados executaram o serviço por determinação do comando.
STM já havia declarado o oficial indigno
Após o trânsito em julgado da condenação criminal, o Procurador-Geral da Justiça Militar apresentou representação ao STM para avaliar a permanência do militar no oficialato. Em setembro de 2025, a Corte acolheu o pedido e declarou Rodrigo Cavalcanti de Lucena indigno para o oficialato.
Naquele julgamento, o relator, ministro Carlos Vuyk de Aquino, afirmou que a postura do oficial revelou profundo desprezo pela autoridade e pela disciplina militar. Além disso, destacou que o comportamento afrontou os deveres éticos previstos no Estatuto dos Militares. Assim, a maioria do Plenário acompanhou o voto e determinou a perda do posto e da patente.
Decisão encerra definitivamente o caso
Agora, com a rejeição dos embargos, o STM encerra definitivamente o processo. A decisão confirma, portanto, que a condenação criminal e o julgamento do Tribunal de Honra possuem finalidades distintas. Enquanto a primeira impõe a pena prevista em lei, o segundo verifica se a conduta permanece compatível com a dignidade exigida para o exercício do oficialato.
Assim, o caso reforça a jurisprudência da Corte sobre a preservação da hierarquia, da disciplina e do decoro militar. Sempre que oficiais condenados a penas superiores a dois anos demonstrarem incompatibilidade com esses princípios, o STM poderá declarar a indignidade para o oficialato e determinar a perda definitiva do posto e da patente.
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Respostas de 6
Enquanto for entre eles…
Caraca!!! Deram um pé na bunda do Cap só por causa de instalação de ar condicionado?!?!?! 🤔🤔🤔🤔🤔🤔
Tomou uma dose do próprio remédio. Oficiais gostam de transmitir ordens absurdas a seus subordinados… O Capitão GRUMEC embusteiro… Na certa… Desmaiou durante a audiência… Esses Kids Pretos só fazem caquinha… Faca na caveira… e nada na carteira… Vida que segue… ☠️☠️☠️💀💀💀…
Sempre oriento aos mais modernos que se for descumprir uma ordem, normalmente quando isso ocorre são atos ilegais, coloquem por escrito ou quando for tratar do assunto, o faça em audiência sem a presença de outros militares, bem como quando você for a uma audiência disciplinar não deixe a OM escolher unilateralmente as testemunhas militares (Praças) ou peça licença e comunique que vai gravar já que nunca gravam (obrigatório), pois o sistema sempre conspira contra os inferiores, inacreditável, mas isso ocorre corriqueiramente, seja contra Praças, seja contra oficiais intermediários, subalternos e em pouca monte com superiores. Tomem sempre cuidado e procure documentar tudo, pois lá na frente vai valer mais a palavra da administração (presunção de legitimidade e legalidade) do que a sua palavra.
Gaivotas voando.
Se o cara nao quer trabalhar, ele tem que ser “ liso e gente boa”, estes, Dificilmente terao problema! O cara nas FA levar para o lado da indisciplina, ira cometer um pecado capital, e sera “empalado” e nada e ninguem ira salva-lo!Jamais va para este lado. Siceramente, nunca vi ninguem sendo mal tratado a ponto de chegar neste ponto. Acredito que foi EGO, ma orientacao, vejo muita gente acreditando em “historias da carochinhas” tipo: “nao da nada”, “o cara tem medo de se processado”, depois reverto jo STF…etc