Ex-militar foi preso em 2019, na Espanha, ao transportar 37 quilos da droga; a aeronave integrava a comitiva do então presidente Jair Bolsonaro
A Justiça Militar condenou o ex-sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) Manoel da Silva Rodrigues a três anos de reclusão, em regime fechado, por associação ao tráfico internacional de drogas. A decisão decorre do caso em que o militar foi preso, em junho de 2019, ao transportar 37 quilos de cocaína em uma aeronave da FAB que dava apoio à comitiva do então presidente Jair Bolsonaro durante viagem ao Japão para a cúpula do G-20.
Rodrigues foi detido durante uma escala no aeroporto de Sevilha, no sul da Espanha. A FAB o excluiu de seus quadros em 2022. Atualmente, ele cumpre na Espanha uma pena de seis anos e um dia de reclusão, em regime equivalente à liberdade condicional. Paralelamente, tramita um pedido de extradição para o Brasil.
Defesa contesta acusação
Durante o processo, a defesa do ex-sargento pediu o reconhecimento da ausência de justa causa e alegou que a denúncia era inepta, afirmando que a acusação se baseava em “meras ilações”. Os advogados ainda não se manifestaram publicamente sobre a nova condenação.
Nova condenação amplia punição
O ex-sargento já havia sido condenado, com trânsito em julgado em setembro de 2024, a 17 anos e cinco dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de tráfico internacional de drogas. A sentença considerou as agravantes da transnacionalidade do crime e da utilização de transporte público para a prática delituosa.
Com o avanço das investigações, o Ministério Público Militar concluiu que Rodrigues integrava uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de entorpecentes. Segundo a acusação, o grupo utilizava a estrutura de missões oficiais da FAB para enviar drogas à Europa.
Outros dois integrantes também recebem penas
Na mesma decisão, o juiz federal da Justiça Militar Frederico Magno de Melo Veras condenou outros dois acusados de participação no esquema.
Apontado como líder da organização, Marcos Daniel Pena Borja Rodrigues Gama recebeu pena de 22 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Já o segundo-sargento da Aeronáutica Jorge Luiz da Cruz Silva foi condenado a 19 anos de reclusão, também em regime inicial fechado. De acordo com a denúncia, ele era responsável por recrutar militares que participavam do esquema criminoso.
Respostas de 3
Nenhum Oficial nesse esquema? Fácil assim? Sei! Me engana que eu gosto!
A “justiça” militar só serve para punir Praças.😤🤬😠😡
Esse é mais um malandrão. Devia achar que todo mundo fosse “mané”.
Brasil, paraíso da malandragem!