Secretário de Defesa dos Estados Unidos afirma que medida busca reduzir dependência militar de aliados e reforçar liderança europeia na própria segurança.
Os Estados Unidos iniciaram uma revisão do posicionamento de suas tropas na Europa e aumentaram a pressão sobre os aliados da OTAN para que ampliem seus investimentos em defesa.
Revisão do efetivo na Europa será feita em seis meses
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que o Pentágono conduzirá uma revisão completa do destacamento militar norte-americano no continente europeu ao longo dos próximos seis meses. Além disso, ele afirmou que o processo envolverá consultas com o Congresso e avaliará a distribuição atual das forças.
Ele destacou que a medida busca alinhar o posicionamento militar dos EUA às prioridades globais, ao mesmo tempo em que incentiva os aliados europeus a assumirem maior responsabilidade pela defesa regional.
Pressão sobre aliados por aumento de gastos
Paralelamente, Hegseth intensificou a cobrança sobre os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), ao defender que os membros aumentem seus investimentos em defesa. Ele afirmou que os Estados Unidos pretendem ser mais diretos ao apontar quais países não cumprem suas obrigações financeiras e militares.
Além disso, reforçou que Washington espera maior equilíbrio na distribuição de responsabilidades dentro da aliança, especialmente diante de novos riscos geopolíticos.
Críticas ao uso de bases militares e cooperação
Hegseth também criticou aliados que limitaram o uso de bases militares e de espaço aéreo norte-americano em operações recentes. Segundo ele, essas restrições prejudicam a capacidade de resposta dos Estados Unidos em cenários de conflito.
Dessa forma, afirmou que a revisão militar também buscará garantir maior previsibilidade e segurança operacional para as forças norte-americanas em território aliado.
Estratégia para uma “OTAN 3.0”
O secretário defendeu uma reconfiguração da aliança em direção ao que chamou de “OTAN 3.0”. Segundo ele, esse novo modelo deve fortalecer a capacidade militar europeia e reduzir a dependência direta das forças dos Estados Unidos.
Além disso, argumentou que a Europa precisa assumir a liderança na defesa convencional do continente, enquanto os EUA mantêm foco em desafios militares globais mais amplos.
Reorganização ocorre em meio a tensões e ajustes estratégicos
A revisão acontece em um momento em que os países da OTAN buscam recompor capacidades militares e preencher lacunas em forças de resposta rápida. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos ajustam sua presença global diante da possibilidade de conflitos simultâneos em diferentes regiões.
Por fim, Hegseth afirmou que Washington adotará uma postura mais transparente e firme nas negociações com os aliados, tanto em público quanto em conversas internas, para garantir o cumprimento dos compromissos da aliança.