Comandante do Exército adia viagem aos EUA após decisão de Trump sobre PCC e CV

Gui Primola/ Metrópoles

General Tomás Paiva retira agenda bilateral dos planos imediatos enquanto Forças Armadas trabalham para preservar a cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, adiou a viagem que faria na próxima semana aos Estados Unidos para uma reunião com o chefe do Estado-Maior do Exército americano, general Christopher LaNeve. O adiamento ocorreu após a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Segundo apuração da CNN Brasil, os dois comandantes planejavam o encontro antes do anúncio feito por Washington. A reunião buscava ampliar projetos de cooperação já desenvolvidos pelos exércitos dos dois países. Entretanto, a assessoria de Tomás Paiva informou que a viagem não integra mais a agenda prevista para os próximos dias.

Forças Armadas preservam cooperação com os EUA

As Forças Armadas brasileiras atuam para impedir que a decisão americana afete a cooperação militar entre os dois países. Nos bastidores, militares defendem a manutenção dos canais de diálogo e das atividades conjuntas construídas ao longo de décadas.

Além disso, oficiais brasileiros avaliam que a medida adotada por Washington não altera, neste momento, a relação institucional entre as forças. Eles também não identificam sinais de uma atuação militar americana relacionada ao território brasileiro.

Militares apostam em mais colaboração

Parte das avaliações internas aponta para um cenário de maior cooperação. Na visão de integrantes das Forças Armadas, os Estados Unidos podem ampliar o compartilhamento de informações e fortalecer iniciativas voltadas ao combate do crime organizado.

Por isso, os militares buscam separar a cooperação entre os exércitos da discussão política e diplomática provocada pela decisão da administração de Donald Trump.

Estratégia evita desgaste institucional

O governo brasileiro concentra as manifestações oficiais sobre o tema nas áreas de Justiça e Relações Exteriores. Com essa estratégia, as Forças Armadas evitam entrar diretamente no debate e preservam a chamada diplomacia militar.

Nesse contexto, o adiamento da viagem de Tomás Paiva reforça a postura de cautela adotada pelo Exército enquanto autoridades brasileiras acompanham os desdobramentos da medida anunciada pelos Estados Unidos.

Com informações de Caio Junqueira, da CNN Brasil

Respostas de 5

  1. Lógico que desistiu…o general melancia mortadela nao quer ouvir sermao dos americanos,,….melhor ficar quietinho palnejando a pintura dos meios fio pra semana que vem

  2. Apos o ato de perfidia perpetrado pelo exercito, seus integrantes, praças e oficiais subalternos…estão com vergonha de falar que são militar. Sem fala no salário miseravel

  3. A matéria é apenas a narrativa do jornalista Caio Junqueira. Nenhum manifesto oficial, nenhum Porta Voz. Quem não deve, não teme! Ou teme? Se a suspensão da viagem foi por retaliação e manifesta consideração subliminar aos “nossos criminosos”, não muda em nada o poder da diplomacia e o poder bélico dos EUA. Pelo contrário, nos tornamos cada vez mais pequenos, Muita garganta e pouca honra perante a defesa da soberania nacional onde 25% do território está sob o controle de um Estado paralelo de narcotraficantes.

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