MS: soldado é sequestrado a caminho do quartel

11 RCMEC Ponta Porã

Militar conseguiu avisar sobre o crime por telefone, mas foi obrigado a encerrar a ligação

Ponta Porã (MS) – Um soldado do 11º Regimento de Cavalaria Mecanizado teria sido sequestrado enquanto seguia a pé para o quartel, na manhã de sexta-feira (15), em Ponta Porã, município localizado no sul do Estado, a cerca de 315 quilômetros de Campo Grande.

Kauan Giovani Nunes dos Santos desapareceu na manhã de quinta-feira (16)

Ligação interrompida durante pedido de ajuda

 

Segundo informações divulgadas pelo site local Ponta Porã News, o soldado Kauan Giovani Nunes dos Santos conseguiu fazer uma ligação para relatar que havia sido sequestrado. No entanto, durante o telefonema, uma terceira pessoa teria ordenado que ele desligasse o aparelho, interrompendo o contato. Desde então, não houve novas comunicações.

Crime ocorreu nas primeiras horas da manhã

Ainda de acordo com o relato inicial, o sequestro teria ocorrido por volta das 7h, quando o soldado se deslocava para o quartel. As circunstâncias exatas da abordagem e a identidade dos suspeitos ainda não foram esclarecidas pelas autoridades.

Buscas mobilizam forças de segurança

Equipes da polícia civil e de outras forças de segurança foram acionadas logo após a ocorrência. As diligências seguem em andamento em toda a região de fronteira, inclusive nas proximidades de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil

Procurada pela reportagem, a Polícia Militar informou que não dispõe de novos detalhes, mas confirmou que o caso está sob investigação da polícia civil. O Exército e a Polícia Civil também foram contatados, porém não responderam até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações. Com informações de Midia Max

Respostas de 6

    1. Essa “entrega do país ao narcotráfico” é culpa de todos.

      O brasileiro é condescendente com o crime e com o criminoso. Sempre relativizou os crimes, especialmente quando praticado por aqueles próximos à família.

      E isso começa nas pequenas coisas. Na caserna, quando um militar comete uma transgressão, logo aparece um “mais antigo” querendo defender o indefensável: “o garoto é inexperiente, se for punido agora vai acabar com a carreira dele”, etc, etc.

      (Há alguns anos, flagraram um terceiro-sargento como o responsável pelo sumiço de dinheiro no alojamento. Não fora punido porque um “QAO” intercedeu ao Cmt Cia pedindo pelo “garoto”. Imaginem o que esse “garoto” não aprontou depois sabendo que sempre terá algum “bom samaritano” para defendê-lo…)

      Interessante notar que o brasileiro médio gosta de criminosos. Torce por criminosos famosos. Consome produtos que contam a vida de criminosos: filmes, séries televisivas, livros, etc, etc.

      Aquele pedófilo contumaz que sempre ajuda a comunidade, doando cestas básicas, pagando contas da farmácia, distribuindo gás de cozinha gratuitamente, terá à disposição toda essa comunidade para defendê-lo: “ele estuprou várias crianças?”, “menino de 2 anos?”, “isso é mentira”, “não acredito, um rapaz bom”. “A vítima já devia ser promíscua, seduziu o coitado”, e assim por diante.

      O resultado é o que se vê: a honestidade virou exceção, raridade a ser definida, em alguns casos, jocosamente como atitude de “mané”, de “otário”.

      Esse estado de coisas somente poderá ser alterado com uma revolução cultural.

      Somente quando as coisas voltarem a ser denominadas como são, quando o crime for repudiado por todos, quando o criminoso não mais receber o epíteto de “vítima da sociedade” é que começaremos a reverter esse quadro.

      Do contrário, estaremos fadados à lei da selva, onde o mais forte é aquele com trânsito livre nas “orcrim”.

  1. Triste isso!!!! Espero que nada de mais grave tenha ocorrido com ele e tomara que a Instituição não me venha a abrir investigação de deserção antes do término da investigação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *