Armamento RS-28 Sarmat, apontado por Moscou como o mais poderoso do mundo, entra na fase final antes de ser incorporado ao arsenal nuclear russo
A Rússi anunciou um novo teste decisivo do míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat. O armamento é conhecido no Ocidente como “Satan II” — ou “Satanás 2” —, apelido atribuído pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Segundo o Kremlin, o lançamento foi bem-sucedido. Com isso, o governo russo indica que o sistema se aproxima da incorporação plena ao arsenal estratégico do país.
Principal aposta nuclear de Moscou
O Sarmat foi desenvolvido para substituir antigos mísseis da era soviética. Por isso, ocupa posição central na estratégia nuclear russa.
Além disso, Moscou afirma que o novo míssil fortalece a capacidade de dissuasão do país. O discurso ganha força em meio às tensões contínuas com potências ocidentais.
Autoridades do Ministério da Defesa vão além. Elas classificam o Sarmat como o míssil mais poderoso já produzido pela Rússia.
Alcance e poder destrutivo
De acordo com dados oficiais, o Sarmat pode alcançar até 35 mil quilômetros. Assim, teria capacidade para atingir qualquer ponto do planeta.
Além do alcance, o míssil chama atenção pela carga. Ele pode transportar várias ogivas nucleares independentes.
Essas ogivas, por sua vez, conseguem manobrar durante o voo. Com isso, dificultam a interceptação por sistemas de defesa antimísseis.
Mensagem política e militar
O presidente Vladimir Putin já declarou que o Sarmat não tem equivalentes no mundo. Para ele, o míssil representa um salto tecnológico decisivo.
Nesse sentido, o Kremlin vê os testes como um recado direto. A mensagem reforça a capacidade militar russa em um cenário de disputas geopolíticas mais intensas.
Reação internacional
No Ocidente, o anúncio reacendeu alertas sobre uma possível escalada armamentista. Governos e analistas acompanham o avanço com preocupação.
Especialistas ouvidos pela AFP avaliam que a entrada em operação do “Satanás 2” pode afetar o equilíbrio estratégico global.
Além disso, o míssil tende a influenciar debates sobre tratados de controle de armas.
Com o teste final considerado bem-sucedido, Moscou sinaliza que o RS-28 Sarmat deve se tornar um dos principais pilares de sua força nuclear nas próximas décadas.
As informações são da AFP.