Cuba faz manobras militares sob ameaças dos EUA

Desfile patriótico em Cuba (Reuters)

Manobras com artilharia ocorrem enquanto o governo Trump intensifica a pressão política e econômica sobre a ilha

Cuba realizou, na sexta-feira (8), exercícios militares com disparos de artilharia no centro do país. A ação ocorre em um momento de aumento das tensões com os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump. As informações foram divulgadas pela televisão estatal cubana, segundo a agência Reuters.

Treinamento e prontidão

As manobras envolveram tropas da região militar de Ciego de Ávila. Os exercícios ocorreram no Centro de Estudos do Exército Central, localizado na província de Villa Clara.

Além disso, a operação integrou os programas regulares de prontidão das Forças Armadas. O general de divisão Raúl Villar Kessel, chefe do Exército Central, acompanhou as atividades e destacou o desempenho de algumas unidades.

Retórica mais dura de Washington

Enquanto isso, Washington intensificou o discurso contra Havana. Nos últimos meses, Donald Trump elevou o tom e ampliou a pressão política e econômica sobre a ilha.

Em janeiro, após uma operação militar dos Estados Unidos contra um aliado estratégico de Cuba na Venezuela, o presidente norte-americano afirmou que “Cuba é a próxima”.

Impactos na área energética

Paralelamente, o governo dos EUA restringiu grande parte dos envios de petróleo ao país caribenho. Como consequência, a crise energética se agravou e os apagões se tornaram mais frequentes.

Novas provocações e sanções

Mais recentemente, Trump voltou a provocar ao declarar que espera ter a “honra” de “tomar Cuba de alguma forma”. Ele acrescentou que poderia agir como quisesse em relação ao país. As declarações aumentaram a tensão diplomática.

No campo econômico, a pressão continuou. Na semana passada, o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva que ampliou as sanções contra Cuba. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou a medida e a classificou como coercitiva.

(com Reuters)

Respostas de 3

  1. Os EUA teriam todos os motivos para invadir Cuba durante a Guerra Fria e não fizeram, a não ser pela tentativa na Baia dos Porcos que acabou fortalecendo mais Fidel Castro, devido ao acordo de remoção das armas nucleares soviéticas e em contrapartida de que a ilha não seria invadida. Aliás, Guantânamo está logo alí…

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