Operação Caribex amplia cooperação naval do Brasil no Atlântico Norte

Operação Caribex da Marinha no atlântico norte (Imagem: Marinha do Brasil)

Missão de 25 dias levou o navio-patrulha Bracuí a exercícios conjuntos, ações de fiscalização e eventos internacionais na Margem Equatorial

Retorno após quase um mês no mar

Após 25 dias de missão no Atlântico Norte, a Marinha do Brasil concluiu mais uma edição da Operação Caribex.
O navio-patrulha Bracuí retornou ao porto-sede, em Belém, depois de cumprir uma agenda marcada por cooperação internacional,
exercícios conjuntos e ações de fiscalização em Águas Jurisdicionais Brasileiras.

Ao longo da operação, cerca de 60 militares permaneceram embarcados, atuando em diferentes frentes.
Dessa forma, a missão combinou presença naval, treinamento operacional e articulação diplomática.

Treinamentos e interoperabilidade

Durante a operação, a tripulação participou de exercícios com marinhas parceiras.
Em especial, houve treinamentos conjuntos com a Marinha do Suriname.

Nessas atividades, os militares compartilharam técnicas de abordagem no mar,
por meio de exercícios de Grupo de Visita e Inspeção (GVI).
Assim, a interoperabilidade entre as forças foi ampliada, ao mesmo tempo em que experiências operacionais foram trocadas.

Agenda diplomática no Suriname

Além dos treinamentos, a programação incluiu visitas ao Comando das Forças Armadas do Suriname,
ao Comando da Marinha, à Guarda Costeira e à Embaixada do Brasil no país.

Autoridades civis, militares e representantes diplomáticos também participaram de eventos realizados a bordo do navio.
Durante uma cerimônia oficial, integrantes do corpo diplomático destacaram a continuidade da cooperação bilateral
na área de Defesa.

Presença brasileira na Guiana Francesa

Na etapa seguinte da missão, o Bracuí seguiu para a Guiana Francesa.
Em Caiena, o navio participou das comemorações pelos 400 anos da Marinha Nacional Francesa,
realizadas na Base Naval Degrad des Cannes.

A participação brasileira integrou ações de cooperação voltadas ao combate a crimes transfronteiriços,
como contrabando, tráfico de drogas e pesca ilegal, considerados recorrentes na região.

Segurança na Margem Equatorial

A área marítima da Margem Equatorial, que abrange o Norte do Brasil,
o Suriname e a Guiana Francesa, é considerada estratégica.
Isso ocorre devido à intensa circulação marítima e à incidência de atividades ilícitas.

Por esse motivo, operações conjuntas como a Caribex são vistas como relevantes
para o reforço da segurança regional e para o fortalecimento da cooperação entre as marinhas envolvidas.

Aproximação com a população local

Durante a estadia em Caiena, o navio também recebeu o público em um evento de portas abertas.
Mais de dois mil visitantes, entre estudantes e moradores locais,
puderam conhecer as atividades desenvolvidas pelas marinhas participantes.

Antes disso, visitas guiadas a escolas já haviam sido realizadas,
ampliando o contato da população com temas relacionados à segurança marítima.

Papel estratégico do Bracuí

Ao fim da missão, a avaliação é de que a Operação Caribex 2026
reforçou a presença naval brasileira no Atlântico Norte
e contribuiu para o estreitamento das relações com países da região.

No Norte do Brasil, o navio-patrulha Bracuí segue atuando em missões de patrulha,
fiscalização e busca e salvamento, mantendo papel estratégico na segurança marítima.

Fonte: Agência Marinha de Notícias

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