Manutenção de pontes móveis na região central do RS custou quase R$ 700 mil à União

Pontes do Exército sobre a RSC 287 - Santa Maria

 

Valor cobre apenas custos operacionais e de manutenção e não inclui os vencimentos dos militares que atuaram 24 horas por dia no local.
Santa Maria – A permanência das pontes metálicas do Exército Brasileiro na RSC-287, sobre o Arroio Grande, teve um custo estimado de quase R$ 700 mil aos cofres públicos. A informação foi detalhada pelo Comando Militar do Sul em resposta a questionamentos do Diário de Santa Maria, em reportagem assinada pelo jornalista Deni Zolin.

Segundo o Exército, o valor aproximado de R$ 689 mil refere-se às despesas para manter em funcionamento duas pontes móveis instaladas após o colapso da antiga estrutura durante as enchentes de abril de 2024. O montante inclui custos operacionais e de manutenção das equipagens, mas não contempla os salários dos 14 militares que atuaram de forma permanente no local, em regime de 24 horas por dia, sete dias por semana.

De acordo com o esclarecimento oficial, a conta não foi paga pelo governo do Estado nem pela concessionária Rota de Santa Maria. O custeio ocorre por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, via Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, e o Ministério da Defesa, representado pelo Departamento de Engenharia e Construção do Exército. Até o fim de março, cerca de 74% do valor previsto no plano de trabalho já havia sido repassado pela União.

As pontes metálicas foram essenciais para restabelecer o tráfego após a queda da ponte de concreto, registrada em 30 de abril de 2024, no início da maior enchente que atingiu o Rio Grande do Sul. A primeira estrutura provisória entrou em operação em 30 de maio de 2024, funcionando em sistema de “pare e siga” devido à limitação de largura. Diante das longas filas e das reclamações de motoristas e moradores, o Ministério Público pressionou o governo estadual, que solicitou ao Exército a instalação de uma segunda ponte móvel. Ela passou a operar em 27 de outubro de 2024, eliminando a necessidade de interrupções alternadas no tráfego.

As duas pontes permaneceram em uso até 20 de março de 2026, quando foi liberada a nova ponte definitiva de concreto construída pela concessionária. A desmontagem das estruturas militares começou em 13 de abril e deve levar cerca de 20 dias para ser concluída.

No local, a empresa Rota de Santa Maria prevê a construção de uma segunda ponte definitiva, além da duplicação de aproximadamente 800 metros da rodovia, com previsão de entrega até outubro ou novembro deste ano. Enquanto isso, o balanço financeiro divulgado pelo Exército evidencia o peso da resposta emergencial diante do colapso da infraestrutura provocado pelas enchentes históricas no Estado. Com Diário de Santa Maria

Uma resposta

  1. se fosse feita uma dispensa emergencial para construção de ponte provisória, conhecendo esse Brasil brasileiro, acredito que não sairia por menos de 5 milhões, com alguma empreiteira “parceira” no rolo….enfim….

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