Defesa: apenas um porta-aviões de potência estrangeira supera a capacidade da FAB, diz especialista

Imagem ilustrativa, gerada por IA

 

Exército pede R$ 456 bilhões para defesa. Valor não cobre atrasos históricos e expõe inferioridade aérea frente a potências estrangeiras.

 

O Exército Brasileiro apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano estratégico de defesa nacional que prevê investimentos de cerca de R$ 456 bilhões ao longo dos próximos 14 anos, até 2040. A proposta tem como objetivo modernizar as Forças Armadas e reduzir a defasagem tecnológica do país em relação a outras nações.

O documento foi entregue ao Palácio do Planalto e reúne uma série de projetos considerados prioritários pela Força Terrestre. Entre eles estão a ampliação da defesa antiaérea, o fortalecimento do monitoramento de fronteiras, a aquisição e o uso de drones, sistemas de vigilância por satélite e a modernização de equipamentos militares atualmente em operação.

Segundo avaliações internas do Exército, a falta de investimentos contínuos compromete a capacidade de resposta do país diante de ameaças externas. Especialistas ouvidos pela Record News avaliam que, apesar de o valor total parecer elevado, o montante é insuficiente quando distribuído ao longo de mais de uma década.

Para o historiador e especialista em assuntos militares Ricardo Cabral, o Brasil mantém hoje um nível de investimento em defesa incompatível com sua dimensão territorial e importância geopolítica. Ele destaca que o país investe pouco mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, percentual inferior ao de diversas nações, inclusive da América do Sul.

“O número parece grande, mas, quando diluído ao longo dos anos, é muito pouco para recuperar o atraso acumulado. Todos os programas estratégicos das Forças Armadas estão defasados”, afirmou o especialista em entrevista a Record News.

Cabral também ressaltou que a fragilidade não se limita à falta de equipamentos, mas atinge a própria capacidade de dissuasão do país. Segundo ele, em determinados cenários, a capacidade aérea de um único porta-aviões de potências estrangeiras pode superar a da Força Aérea Brasileira, o que evidencia a vulnerabilidade do Brasil em um contexto de instabilidade internacional.

Assista a entrevista completa

Análise e discussões futuras
O plano apresentado pelo Exército ainda será analisado pelo governo federal e deverá servir de base para futuras discussões sobre o orçamento das Forças Armadas e a política de defesa nacional nos próximos anos.
Com Record News

Respostas de 5

  1. No Exército não é diferente.

    A Instituição tem mais de 150 generais na ativa.

    Focam em atividades-meio, como “semana do Exército”. Aí, inventam formaturas, cultos religiosos, escala militares para assistir a banda tocar no shopping, formatura e mais formatura.

    Enquanto isso, o recruta executa apenas 20 tiros na formação.

    Buscam popularidade, a chamada “credibilidade”, mas tem mesmo credibilidade como força de guerra?

    Em caso de agressão externa tem capacidade de defender a soberania nacional?

    É isso que o povo quer saber, não assistir banda marcial tocando a Canção do exérciro na praça de alimentação do shopping.

  2. Fico pasmo com esses “especialistas” de 🗄 com ar condicionado. Querem comparar as FFAA brasileiras com as de 1° 🌎. Desde a Guerra do Paraguai, as FFAA se modernizaram e prepararam para um possível conflito com algum vizinho Sul-americano. Apesar das adversidades financeiras (o Brasil investe, apenas, 1,2% do PIB nas FFAA), somos a maior e melhor potência militar da América do Sul.

  3. O plano apresentado pelo Exército ainda será analisado pelo governo federal e deverá servir de base para futuras discussões sobre o orçamento das Forças Armadas e a política de defesa nacional nos próximos anos. Quem sabe daqui a 100 anos tudo isso se resolve, porque o país só vive de analise quando se trata dos Estrelados.

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