Em editorial, O Globo celebra promoção da primeira general do Exército como marco histórico para o país

General Cláudia Gusmão recebe espada e bastão de comando em solenidade no Clube do Exército — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

 

Jornal afirma que a ascensão de Cláudia Gusmão simboliza avanço necessário nas Forças Armadas e defende a ampliação da presença feminina no topo da carreira militar

Promoção de mulher a general de Exército é conquista para o Brasil
Avanço feminino nas Forças Armadas deve ser defendido e valorizado. Elas precisam chegar ao topo da carreira

Editorial
A promoção da médica Claudia Lima Gusmão Cacho a general de brigada do Exército representa a primeira entrada de uma mulher no generalato no Brasil. Ela ingressou nas Forças Armadas em 1996 e fez carreira na área de saúde militar. Em 30 anos, ocupou cargos estratégicos no Nordeste, no Centro-Oeste e no Sudeste. Sua chegada ao alto da hierarquia é sem dúvida mais um incentivo para aumentar a participação feminina nas três Forças, atualmente em cerca de 10% do efetivo. Ainda assim, é apenas um primeiro passo num setor em que as barreiras à presença feminina em postos de comando costumam ser maiores que noutras ocupações.

Presentes nas escolas que preparam oficiais e praças desde o século passado, as mulheres puderam participar do primeiro alistamento feminino voluntário apenas em 2025. A demanda surpreendeu: quase 34 mil inscritas para 1.465 vagas. Com a promoção de Claudia Gusmão a general, é provável que a procura cresça. O Brasil só tem a ganhar com isso. Mulheres jamais devem ser impedidas de seguir a vocação que quiserem, inclusive a militar. Uma vez nas Forças Armadas, não deve haver obstáculo a sua ascensão ao topo da carreira. Mulheres têm desempenho acadêmico melhor que homens em todas as fases do ensino. Na população com mais de 25 anos, há mais mulheres que homens com nível superior completo. Seria contraproducente o Brasil não aproveitar o talento delas.

A promoção de Claudia Gusmão põe o Brasil na vanguarda global. Numa amostra de 30 países analisados pelas Nações Unidas em 2024, mulheres eram raridade nos postos mais altos do comando. “Em média, representam apenas 2% dos oficiais navais e 3% dos oficiais do Exército e da Força Aérea nesse nível”, diz o estudo “Rumo à igualdade de oportunidades para mulheres no setor de defesa”. Mesmo na Europa, onde a presença feminina costuma ser maior, muitos países não contam com mulheres generais. O último relatório da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre perspectivas de gênero mostra queda na proporção feminina nos postos altos da hierarquia. Mulheres generais são 0,01% do total. Entre os destaques positivos estão Austrália, Bangladesh, Canadá, França, Gana, Índia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Reino Unido.

A presença feminina nas Forças Armadas dos Estados Unidos tem retrocedido sob Donald Trump. A almirante Lisa Franchetti passou cerca de metade da carreira em missões no mar. Ascendeu ao comando de um contratorpedeiro e, anos mais tarde, chefiou a Sexta Frota no Mediterrâneo. Em 2023, no governo Joe Biden, tornou-se chefe de Operações Navais e a primeira mulher a ocupar assento permanente no Estado-Maior. Em fevereiro do ano passado, porém, foi demitida pelo secretário Pete Hegseth. Meses depois, a vice-almirante Shoshana Chatfield perdeu o cargo de representante americana no comitê militar da Otan. O retrocesso americano na área demonstra que as conquistas não estão garantidas. Precisam ser festejadas, mas também defendidas de forma constante.
O GLOBO – Edição: Montedo.com

Respostas de 36

  1. Esse “identitarismo” ainda vai destruir o país. É um movimento seletivo, oportunista e segregador.

    Não vejo essa busca pela “igualdade de gêneros” em outras ocupações.

    Nesse momento, infelizmente, sou forçado a desejar que o nosso país entrasse numa guerra, pois queria ver como ficaria todo esse “identitarismo” nas FA.

    A forma como está sendo direcionada a narrativa da busca pela igualdade, e outras pautas das “minorias”, vai acabar dividindo a sociedade.

    1. A ideia é segregar mesmo
      Leis racistas (que segregam nossa sociedade por raça), leis e orientaçoes do STF identitárias, não-binário…
      E estao conseguindo

  2. Gal de Brigada com proventos de Maj PM!!!

    Deveriam se atentar nesses detalhes, quanto a presença de mulheres no AltCom, isso, se dará gradativamente quando as primeiras mulheres combatentes forem subindo na carreira!

    Só lembrando….SD PQDT E FN tem salario de 2k!!!

    VERGONHA!!!

    1. Muito justo general é só organzando formatura desde tenente, chega o MPF recomenda mudar o nome do quartel e o homem afina.

      Maj da PM ta na rua algemando gente e prendendo bandido armado que atira de volta. E quando nao está fazendo isso, está defendendo o salario dos seus subordinados.

  3. Parabéns a oficial. Méritos dela. Os seres humanos do sexo masculino tem que entender que as mulheres estão conquistando seu espaço com competência e esmero … Muitas vezes melhores que os homens.👏👏👏👏👏

    1. Competência? Esmero? Méritos dela? Será? Será? Será? Estão dizendo que ela é casada com General por isso facilitou! Será Será? Estão dizendo que existiam outras mais antigas e mais competentes , será será?

      Irmão, todo mundo sabe como funciona a tal da ” MERITOCRACIA NAS FORÇAS ARMADAS ” então não se finja de doído e fique falando fezes.

      1. Tem um coronel com nome de família tradicional, mas é um fraco, fez um Comando péssimo até suicido teve, não duvido que este mosca branca saia general

    2. Depois sou eu a ser designado ou tarifado de invejoso. Isso eu não sou, tampouco amargo, pois reconheço os méritos das pessoas.

      1. Reconhecer mérito? Na verdade, aqui no Blog, vc reconhece quando lhe convém, quando não convém você mete o pau. Se Fosse no governo de outro Presidente você diria: É preciso investigar isso! Creio que ela ser mulher de General influenciou!

    3. AiAi Dura mole lex…..defensor do identitarismo, progressista de carteirinha filiado ao PSol…amante do 9 dedos, invejoso dos oficiais, prolixo mor, recalcadinho , piruador de conceito…..sempre do lado errado, escrevendo sandices….já comeu sua mortadela hj?

  4. “Inicialmente, permitam-me parabenizá-la pela trajetória de serviço e dedicação, bem como pelo aprimoramento técnico consolidado ao longo de sua história, no qual a Dra. Cláudia comprovou toda sua capacidade profissional. Posto isso, gostaria de pautar alguns questionamentos:

    Havia duas Coronéis, entre elas a Cel. Carla — detentora de um currículo invejável e da turma de 1997 — que foram preteridas. Ambas possuem trajetórias impecáveis, mas perderam a vaga para um Coronel que, embora também de 1997, figurava em posição inferior no quadro;

    Houve a promoção de uma Coronel da turma de 1998, sendo ela a única desse ano. Considerando que a turma de 1998 seria avaliada apenas no próximo ciclo, houve um ‘salto’ em vez de se priorizar a turma de 1997;

    Ressalto que não contesto o currículo da Dra. Carla, mas os fatos despertam curiosidade. Especialmente após sua entrevista na TV e o reconhecimento público pelo Ministro Múcio (Pernanbucano), além da natural relevância de seu esposo, o Gen. Jorge, cotado para o ACE.

    Acredito que a promoção em 2027 seria o cenário ideal. Dessa forma, não haveria dúvidas de que o mérito da Dra. Carla — que é inegável — foi o único fiel da balança.”

      1. Dizem, dizem por aí… que era para ser uma militar da turma de 1997, porém as 2 habilitadas, que por sinal tem coincidentemente o mesmo nome, estavam “queimadas”. Uma por ser esposa de 1 Kid preto golpista e outra (lembrar do terremoto no Haiti em 2010) por querer aparecer demais. Então, aparentemente o Alto Comando por pressão política diminuiu o interstício para acelerar a promoção da escolhida para atender o MD Múcio que certamente se beneficiou politicamente do evento. Parabéns Brasil. Nada é feito ao acaso.

        1. Há sempre alguma coisa que n sabemos, o poder, Decisões, amizades, afinidades…..
          Segue o barco…. Daqui a pouco o Rei deposto, novo Rei assume e vida segue.

    1. tudo que a globe apoia eu desconfio. eu não entendo alguém sair general com menos de trinta anos de sv, mas tem um nefelibata sede lex que estava falando um monte de besteira para justificar o apadrinhamento.

  5. Parabéns a nova generala… Logo logo teremos uma coronela… Uma capitana… Uma suba… Uma sargenta e por fim uma caba… Caba com teu show… Exército brasileiro… O melhor Exército do Brasil…🍉🍉🍉… 🪖🪖🪖…

    1. As 1ª Sub do segmento feminino foram promovidas em DEZ 25, porém NÃO houve esse estardalhaço do Consórcio da Velha Mídia Tendenciosa Esquerdopata (vulgo Mídia Marrom).

  6. hoje soldado pmdf com vencimentos maiores que um tenente do EB. a mesma fonte pagadora. alguns dizem que ainda e revanchismo, alguns dizem que e uma destruição silenciosa, as opinioes se divergem mas o efeito e negativo e real para a instituição secular.
    Espero que ela veja o que os homens não viram durante todo esse tempo e tenha forças para mudar, mas mudar para melhor as forças armadas. Até então, todas mudanças vieram para pior, primeiro a mp 2215, 2001 como tambem a lei 13954.
    Nada contra as mulheres, nada contra a pessoa em questão.
    Parabens a promoção e que possa ajudar os soldados.

    1. Claro.
      Tenente do eb e na guarda esperando a viatura do coronel chegar, cheio de medo de tomar esporro pela continência da guarda.

      Soldado da PM é no 190 atendendo até os militares das forças “armadas”, que delegam sua segurança ao… PM!

      No mais, soldado da PM é um concurso de nível superior com atribuições de nível superior.

      Tenente do EB e um concurso de nivel médio com atribuições de nível médio (um CPOR executa).

      Para a constituiçao, vale a complexidade do cargo, não quem corre mais em TAF (nem tem taf na pm).

    1. De formado?
      O mesmo.

      A diferença e que a Dra não contou tempo de serviço enquanto era aluna, diferentemente de um “general homem”. Teve que passar no vestibular de medicina, fazer a faculdade integral (aulas de manhã e tarde), fazer a residência e 8 anos depois fazer o concurso da escola de saúde.

      Ai foi promovida a tenente, e daí em diante com o “general homem”.

      Então tempo de serviço formado, ambos tem
      O mesmo.

      A turma de 97 da aman foi promovida.

    2. Prezado ela já havida sido do SMV/RM2, portanto contou o tempo de serviço conforme art. 134, EM. A averbação de tempo de universidade de medicina trazido conforme a lei 2688/55, acabou com a entrada da lei 6880/80. Ela adentrou no corpo médico com primeiro tenente, então já tem uma diferença. Na MB e FAB, corpos e quadros são diferentes em promoção – requisitos e interstícios – são diferentes. a promoção a oficial general é por escolha e mérito, não existe antiguidade. Portanto, ela apenas competiu com oficiais do quadro médico, seja homem ou mulher. Não se pode ter ilação por ela ser esposa de General ou outra coisa, já que o mérito é pressuposto no ato de sua promoção.

  7. não desmerecendo as gordinhas. Na seleção para Tenente temporária de saúde, não conseguiu fazer nem um teste físico, foi a 3ª colocada. Advinham quem era seu conjugê?

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