UNIÃO BOLIVARIANA
Foro de São Paulo começa sob críticas das Forças Armadas
Representantes de governos de esquerda se reúnem no Brasil e discutem unidade
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| Para o general Marco Felicio, o alinhamento de esquerda prejudica o crescimento do Brasil |
GUILHERME REIS
A maior articulação de forças de esquerda da América do Sul e Caribe, o Foro de São Paulo – que está na sua 19ª edição e reúne legendas e movimentos socialistas e comunistas – já está acontecendo e tem provocado críticas, inclusive das Forças Armadas brasileiras. Os militares creditam ao colegiado a culpa pelas “mazelas do Brasil”, desde as “dificuldades econômicas até a desordem social”.
A edição deste ano do Foro de São Paulo teve início na última segunda-feira, com a realização de vários seminários temáticos. Ao longo da semana, além de debates políticos sobre a situação de diversos países e continentes, cursos de formação política estão sendo ministrados. A abertura oficial do encontro está marcada para amanhã, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presidente Dilma Rousseff é esperada, mas sua presença não foi confirmada. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, também devem comparecer ao encerramento do evento, no próximo domingo.
Para os oficiais reformados, o Foro de São Paulo vem causando, junto à entrada do PT no poder, em 2003, um descompasso na economia, o que provocaria o sucateamento dos serviços públicos básicos e o caos social vivido durante as manifestações populares.
Na opinião do general Marco Felicio, o Brasil perde com o alinhamento de esquerda. “Durante a realização dos foros de esquerda, as políticas como a do Mercosul são concatenadas. Nossa economia ficou atrelada a países fracos comercialmente, enquanto acordos com grandes potências são preteridos. A Argentina impõe restrições ao Brasil, e a Bolívia assalta o nosso petróleo.”
Para o militar, o atraso provocado pelo Mercosul contribuiu para que o Brasil perdesse recursos. Para ele, a consequência disso é a falta de investimentos em saúde, educação, transporte público e infraestrutura.
O coronel reformado Carlos Miguez acredita que o foro busca remontar o cenário político do mundo que existia antes da derrubada do Muro de Berlim, em 1989. “O foro representa a solidificação de uma política bolivariana e a tentativa da esquerda de conseguir resgatar as políticas comunistas que desabaram junto com o Muro de Berlim”, argumenta Miguez.
Outra crítica do coronel são as operações que financiam exportações de bens e serviços de empresas brasileiras para Cuba, realizadas em 2012, com o carimbo de confidencial do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior. “O país tem problemas sérios, mas financia, secretamente, Cuba. É esse tipo de discussão que se faz no foro”, sustenta.
Outro militar de alta patente que se manifestou à respeito do Foro de São Paulo foi o general Paulo Chagas. O oficial, em discurso recente, ressalta as reais intenções dos países que compõem o Foro de São Paulo.
O TEMPO/montedo.com

Respostas de 3
Ao invés de ficarem se lamentando deveriam ter feito algo quando podiam, hoje ficam se lamentando, porém quando na ativa e no poder não fizeram nada para melhorar a situação da tropa ou criarem leis que bloqueassem ou dificultassem tais situações, são todos hipócritas e demagogos, pior ou igual a seus algozes que tanto criticam, estão sofrendo o que criaram, são vítimas de suas próprias atitudes passadas.
Quando na ativa fizeram seu pé de meia. Levaram para casa um posto acima, tempo de serviço, etc. Ao invés de ficarem escrevendo nos sites, deveriam estar participando das reuniões que a UNENFA e outros realizam junto aos poderes legislativos para melhorias da classe. Juntem-se aos bons.
Criaram um exécito conjunto. Não demora muito e teremos que marchar para a venezuela para manter o maduro no poder.