Brasil sedia o maior exercício aéreo humanitário das Américas

Exercício Cooperacíon em Campo Grande

 

Exercício Cooperación XI reúne forças aéreas de 17 países em Mato Grosso do Sul para treinar resposta conjunta a desastres, ajuda humanitária e operações multinacionais.

 

O Brasil sedia, pela primeira vez, o Exercício Cooperación XI, considerado o maior treinamento multinacional de cooperação aérea do continente americano. Realizado entre 16 e 27 de março, o exercício ocorre em Campo Grande (MS) e é coordenado pela Força Aérea Brasileira (FAB), no âmbito do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA).

Exercício Cooperacíon em Campo GrandeFotos: Sargento Müller e Viegas / CECOMSAER´- FAB
Exercício Cooperacíon em Campo Grande
Fotos: Sargento Müller e Viegas / CECOMSAER´- FAB

Voltado à preparação para respostas conjuntas a crises humanitárias, o treinamento simula cenários reais de desastres naturais, incêndios florestais e emergências de grande escala. As atividades incluem missões de busca e salvamento, evacuação aeromédica, transporte de ajuda humanitária, coordenação logística e operações aéreas integradas, com ênfase na interoperabilidade entre as forças participantes.

Participam do Cooperación XI forças aéreas de 17 países das Américas: Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Um dos destaques do exercício é o emprego do KC-390 Millennium, aeronave multimissão brasileira utilizada em operações recentes de combate a incêndios e apoio humanitário. Durante o Cooperación XI, o avião é empregado em treinamentos práticos com tripulações estrangeiras, reforçando a troca de conhecimentos e a padronização de procedimentos.

Criado em 1961, o SICOFAA tem como objetivo fortalecer a cooperação regional e a capacidade de atuação conjunta das forças aéreas do continente. Nesse contexto, o Cooperación XI consolida o Brasil como polo de treinamento multinacional e amplia a prontidão das nações participantes para responder de forma coordenada a crises reais que afetem a população civil.
Com informações da Agência da Força Aérea

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