Lucas Marques responde por hømicídiø do soldado do Exército Mateus da Silva Paz Barreto, de 19 anos, morto a tiros em Planaltina de Goiás em maio de 2024.
Planaltina de Goiás (GO) — Nesta quarta-feira (11) teve início o julgamento de Lucas Marques, acusado de matar a tiros o soldado do Exército Mateus da Silva Paz Barreto, de 19 anos — crime que chocou a região do Entorno do Distrito Federal em 31 de maio de 2024.
O crime
Na tarde daquele dia, Mateus estava em uma barbearia em Planaltina de Goiás quando foi atingido por disparos efetuados por Lucas Marques. Segundo a investigação policial, o autor dos tiros pretendia atingir outra pessoa — o dono do estabelecimento — mas acabou acertando Mateus por engano.
Após o crime, Lucas ficou foragido por meses. Sua captura ocorreu em 23 de outubro de 2025, quando a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) o prendeu durante uma abordagem em um ônibus de viagem entre São Paulo e Minas Gerais. Na ocasião, o suspeito usava documentos falsos e se identificava com outro nome.
O julgamento
O tribunal do júri começou nesta quarta, com a presença de familiares da vítima no plenário. A mãe de Mateus, Marina da Silva Neto, acompanhou as sessões e cobrou justiça, destacando que o filho era um jovem trabalhador e dedicado à família. Ela afirmou esperar uma sentença de condenação após meses de dor e luta.
Durante o julgamento, promotores apresentaram a versão da acusação com base no inquérito policial e nas provas reunidas desde o crime, enquanto a defesa de Lucas Marques terá a oportunidade de contestar as acusações. O desfecho do júri, incluindo a possível pena a ser aplicada, ainda não foi divulgado até o momento.
Repercussão local
A morte de Mateus gerou comoção na comunidade de Planaltina de Goiás e no Entorno do DF. Familiares e amigos realizaram pedidos públicos de justiça e manifestações, buscando que o caso seja plenamente esclarecido e que a responsabilidade criminal do acusado seja reconhecida pelo tribunal.