Zanin pede vista e adia julgamento que pode tornar Malafaia réu por ofensas ao Exército

Silas Malafaia e Alto Comando

Ação do ministro paralisa por até 90 dias a análise no STF da denúncia por calúnia e injúria contra comandante do Exército

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, pediu vista nesta terça-feira (10) e suspendeu o julgamento que pode transformar o pastor Silas Malafaia em réu pelos crimes de calúnia e injúria contra o atual comandante do Exército, o general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva. Com a solicitação, a análise do caso pode ficar interrompida por até 90 dias.

O processo tem como base declarações feitas por Malafaia durante um ato na Avenida Paulista, em abril de 2025, quando o pastor criticou a atuação de integrantes do Alto Comando do Exército. Embora não tenha citado nominalmente o general, a defesa de Paiva sustenta que as falas foram ofensivas e atingiram diretamente a cúpula da Força.

A denúncia foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República, que aponta a ocorrência de calúnia e injúria. A defesa do pastor contesta a acusação, afirmando que não houve referência direta ao comandante do Exército e questionando a competência do STF para julgar o caso, sob o argumento de inexistência de foro privilegiado.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes votou pelo recebimento da denúncia. Ainda faltam os votos de Flávio Dino e Cármen Lúcia, além do voto de Zanin, que interrompeu a análise ao pedir vista.

Moraes argumenta que o caso tem relação com o inquérito das fake news, em tramitação no STF há sete anos, o que justificaria a permanência do processo na Corte. Se a denúncia for aceita, o inquérito será convertido em ação penal, e Malafaia passará à condição de réu, dando início à fase de instrução, com coleta de provas e depoimentos, antes de uma decisão final sobre absolvição ou condenação.

Respostas de 7

  1. Coitado do pastor!

    Está sendo perseguido só porque sempre tem uma palavra amiga, fala mansa e acolhedora, ajudando os mais pobres e necessitados.

  2. Independente do mérito, constantemente assistimos o desrespeito a princípios juridicos civilizatórios, como do devido processo legal e do juiz natural, entre outros.

    E mais absurdo tendo a chancela da PGR e da Suprema Corte do país.

    Que República…

  3. A defesa do pastor tem que pedir a posição do Cmt do EB, se de fato se sentiu ofendido e se é ele que move a ação. Máscaras poderão continuar caindo.

  4. Nem Malafaia, nem oficiais generais do Exército têm foro privilegiado. Mais um absurdo jurídico essa ação estar no sTF. Além do mais, críticas “genéricas”, não direcionadas a uma pessoa específica, não tipificam crime de honra.

  5. Falar a verdade agora é crime! O Pastor só falou verdades, e agora vai pagar caro por isto!

    Atualmente temos que ser hipócritas, mentir, ou ficarmos calados e aceitarmos ser escravos do sistema diabólico marxista esquerdista!

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