Moraes libera visita íntima a general condenado por tentativa de golpe de Estado

O general Mário Fernandes, ex-assessor de Jair Bolsonaro — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Condenado a 26 anos e 6 meses, o general Mario Fernandes foi beneficiado pela decisão do ministro

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a realização de visita íntima ao general Mario Fernandes, preso no Comando Militar do Planalto (CMP). A decisão foi proferida na manhã desta segunda-feira (9.mar.2026).

A autorização permite que Daniela Cabral de Almeida Fernandes, esposa do militar, realize visitas íntimas. Mario Fernandes cumpre pena de 26 anos e 6 meses de prisão, após condenação por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado destinada a manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

O pedido foi apresentado pela defesa do general ao relator do caso no STF. O Exército Brasileiro emitiu parecer favorável em 13 de fevereiro. Já a Procuradoria-Geral da República manifestou-se contrariamente à solicitação em 19 de fevereiro.

Na decisão, Moraes citou a Lei de Execução Penal, que garante ao preso o direito de receber visitas do cônjuge, companheira, familiares e amigos. Segundo o ministro, “a manutenção de vínculos afetivos estáveis constitui importante fator de equilíbrio emocional e de reintegração social”, ressaltando que a visita íntima integra políticas penitenciárias voltadas à humanização do cumprimento da pena.

Além disso, o ministro autorizou visitas regulares do general de divisão Vinícius Ferreira Martinelli a Mario Fernandes.

A condenação
Mario Fernandes foi secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo Bolsonaro e integra o chamado “núcleo 2” dos acusados por tentativa de golpe de Estado. Ele foi apontado pela PGR como autor do plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”.

De acordo com a Polícia Federal, o documento continha esboços de atentados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro Alexandre de Moraes.

O general assumiu a autoria do material, encontrado em seus dispositivos eletrônicos, mas afirmou tratar-se de um documento pessoal que não teria sido compartilhado. Ele está preso preventivamente desde novembro de 2024.

Respostas de 6

  1. Primeiro o EB deu aval dizendo que onde ele se encontra preso tem condições de ter a visita, o PGR/PGM alegou que não seria possível pela normatização. Pesaram na decisão do AM princípios constitucionais do preso, como ele não estava em presídio, daí autorizou onde ele está. Você Praça ou Oficial subalterno/intermediário, não teria esse beneplácito das FA e dificilmente estaria preso em uma OM com o aparato do alojamento onde eles estão, estaria trancafiado em um cela, com direito somente a alimentação e Assistência médica. O STM tem que julgar logo essa galera para irem para presídio comum. Não sou contra a visita íntima, todavia o EB deveria ter batido o pé, junto com a PGR/PGM. Triste!

  2. Agora, os discursos se resumem a isso, de um lado a pessoa comentam algo embasado e do outro a pessoa vem e prefere desqualificar o comentarista com conteúdo político, ao invés de embasamento. Essa guerra ideológica emburreceu as pessoas.

  3. A que ponto ele levou a todos em sua volta…imaginem o constrangimento da esposa ao passar pela guarda na sua saída, todos sabendo que acabou de ter uma visita íntima…

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