Durante visita oficial do presidente sul-africano ao Brasil, líderes destacam parceria em defesa, comércio e indústria
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira(10) que o Brasil precisa ampliar seus investimentos em defesa para garantir a soberania nacional. A declaração foi feita durante cerimônia de recepção ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto, em Brasília.
Segundo Lula, países que não se preparam militarmente ficam mais vulneráveis a ameaças externas. O presidente defendeu que Brasil e África do Sul atuem de forma conjunta no setor e desenvolvam sua própria capacidade industrial, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros.
— Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. Essa é uma necessidade do Brasil, assim como é da África do Sul. Podemos juntar nosso potencial e produzir aqui, sem precisar comprar tudo do exterior — afirmou.
Lula ressaltou que a América do Sul segue sendo uma região de paz, mas avaliou que isso não elimina a importância de manter forças armadas estruturadas e equipadas. Ele destacou ainda que a África do Sul já opera aeronaves da Embraer, o que, segundo ele, abre espaço para ampliar a presença da indústria de defesa brasileira no país africano.
Durante a visita, os dois presidentes assinaram um acordo de cooperação na área do turismo e defenderam a ampliação do comércio bilateral, que há cerca de duas décadas gira em torno de US$ 2,3 bilhões. Lula afirmou que não há justificativa política ou econômica para que esse fluxo não supere os US$ 10 bilhões anuais.
Apesar do discurso em favor do fortalecimento militar, o Brasil destina cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa, índice inferior à média global, estimada em 2,4%, e abaixo de países vizinhos, como a Colômbia. O tema tem ganhado relevância internacional diante do aumento de gastos militares por grandes potências.
Em seu discurso, Lula também abordou a conjuntura internacional, citando o conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre os preços do petróleo e dos alimentos. Defendeu, nesse contexto, o fortalecimento do comércio entre países emergentes e a diversificação de parcerias internacionais.
— Precisamos deixar de olhar apenas para a Europa e os Estados Unidos e passar a olhar mais para quem está perto de nós, para quem se parece conosco e enfrenta problemas semelhantes — disse.
Ramaphosa, por sua vez, afirmou que o intercâmbio comercial entre Brasil e África do Sul está aquém do potencial e destacou que a delegação sul-africana, composta por autoridades e cerca de 20 empresários, busca ampliar investimentos e cooperação em pesquisa e inovação. Sem citar diretamente Donald Trump ou os Estados Unidos, o presidente sul-africano criticou a adoção de “tarifas injustas” por grandes economias e disse que esse cenário pode estimular novas rotas e alianças comerciais. Com Informações de O Globo
Respostas de 4
“Brasil não vai se armar” José Múcio Monteiro, Ministro da Defesa. 12 abril de 2023.
Estão vendo isso agora? Garanto que a tropa já sabia disso.
Depois da ação militar norte-americana para a captura do NarcoDitador Maduro obteve êxito, o Luladrão anuncia investimentos de R$800 Bi nas FFAA brasileiras. contudo na reunião da FAO, o
Nine Dedos criticou os gastos militares mundiais, de aproximadamente, US$3 Tri. Em quem devemos “acreditar”?!?!?! 🤔🤔🤔🤔🤔🤔
Que venham, os norte Americanos! Serão bem vindos.