MPM lança aplicativo SentinELAS para orientar e proteger mulheres no serviço militar

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Ferramenta reúne informações sobre direitos, canais de denúncia e prevenção ao assédio para as 1.457 mulheres incorporadas ao Serviço Militar Inicial Feminino.

O Ministério Público Militar (MPM) lançou nesta terça-feira (3) o aplicativo SentinELAS, voltado a orientar e apoiar mulheres que ingressam no Serviço Militar Inicial Feminino nas Forças Armadas do Brasil. A ferramenta reúne informações sobre direitos, prevenção ao assédio e canais de denúncia.

O lançamento ocorreu na Procuradoria-Geral de Justiça Militar e foi conduzido pelo procurador-geral de Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli, que também assinou um termo de compromisso do MPM com a proteção das mulheres nas Forças Armadas.

Segundo Bortolli, o ingresso feminino no serviço militar inicial representa um marco institucional e exige preparação das estruturas militares e jurídicas. Ele destacou ainda que, após mudanças legislativas que ampliaram a atuação da Justiça Militar, crimes sexuais passaram a figurar entre as principais causas de representações por indignidade para o oficialato, ao lado de peculato, corrupção e estelionato.

A secretária de Direitos Humanos e Humanitário do MPM, Helena Mercês Claret da Mota, explicou que o aplicativo foi desenvolvido para oferecer informação acessível às jovens militares, especialmente em situações de dúvida ou vulnerabilidade.

O que é o SentinELAS

O SentinELAS é um aplicativo criado pelo Ministério Público Militar para orientar mulheres que ingressam nas Forças Armadas do Brasil.

A plataforma reúne conteúdos educativos e informações jurídicas sobre o ambiente militar, com foco na prevenção de assédio e violência.

Entre as funcionalidades do aplicativo estão:

  • Cartilhas e guias sobre direitos das mulheres nas Forças Armadas

  • Orientações sobre como denunciar assédio moral, sexual ou outros crimes

  • Vídeos, podcasts e jogos educativos sobre convivência e respeito no ambiente militar

  • Informações sobre canais de acolhimento e proteção disponíveis às militares

  • O aplicativo deverá ser disponibilizado ainda neste mês nas plataformas iOS e Android.

Durante o evento, representantes das Forças Armadas também apresentaram ações para receber as novas militares. Segundo o Ministério da Defesa do Brasil, 1.457 mulheres foram incorporadas ao Serviço Militar Inicial Feminino em 2 de março de 2026, marcando a entrada feminina em todos os níveis do serviço militar obrigatório.
Com informações da Ascom do MPM

Respostas de 6

  1. O MPM deve saber que desde 1980 existem mulheres nas FA. E como devem agir os homens em caso de assédio? No aplicativo está explicado que em caso de denúncia edenúncia será investigada pelo próprio acusado, amigo de turma, instrutor ou ex-alunos dele?

  2. O Brassil tá muito longe dos países realmente desenvolvidos para querer imitá-los. É líquido e certo que teremos sérios problemas doravante.

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