Prédio de Arsenal de Guerra desativado é ocupado por indígenas no RS

Indígenas invadiram prédio do antigo cassino dos oficiais do Arsenal (Imagem: João Carlos Fornari - General Câmara News)

Nota do Editor:
A publicação original informou que á área estaria sob a administração do Exército, porém a mesma foi transferida para a prefeitura de General Câmara. O texto já foi corrigido.

Grupo de indígenas ligado a movimento por moradia entrou em prédio do antigo Cassino dos Oficiais; complexo do AGGC, desativado em 2024, inclui quartel, vilas militares, ginásio e clubes militares.

General Câmara (RS) – Um prédio onde funcionava o antigo Cassino dos Oficiais do Arsenal de Guerra de General Câmara (AGGC), foi ocupado na manhã desta sexta-feira (27), na cidade do interior gaúcho.

A ocupação foi realizada por um pequeno grupo de indígenas, entre adultos e crianças, que até recentemente residiam no município de Passo Fundo, também no RS. Na entrada do pátio, foi fixada uma faixa identificando o grupo como pertencente ao Movimento de Luta pela Moradia.

Vereadores do município estiveram no local para verificar a situação e informaram que as autoridades competentes foram notificadas para a adoção das providências cabíveis.

O Arsenal de Guerra de General Câmara foi desativado definitivamente em 21 de novembro de 2024, como parte do processo de reestruturação do Exército. O conjunto de imóveis foi repassado ao município de General Câmara e inclui não apenas os prédios do antigo quartel, mas também residências das vilas militares, ginásio de esportes e clubes de oficiais e de subtenentes e sargentos. A destinação e a preservação dessas áreas vêm sendo motivo de preocupação por parte das autoridades locais.

A possibilidade de ocupações em imóveis pertencentes ao antigo Arsenal já vinha sendo objeto de observações e debates no âmbito do Executivo Municipal, diante do risco de surgirem demandas fora de controle nas áreas social e de saúde pública.

O fato foi confirmado no local. Durante a tentativa de registro fotográfico, a porta principal do prédio encontrava-se aberta, mas foi fechada assim que a presença do fotógrafo foi percebida.

As autoridades acompanham o caso, que não é tratado como um episódio isolado, e avaliam medidas para garantir a segurança do patrimônio público e a resposta institucional adequada à situação.
Informações e imagem: General Câmara News (Facebook)

Respostas de 7

  1. General Câmara, o Homem que comandou as tropas que mataram solano Lopes. Deve estar se remoendo no tumulo por estar nas mãos desses DEGENERAIS que o motedo tanto defende.

  2. Se não está cumprindo sua função social e nem está afetado, a UF deve dar uma função social da Propriedade, passando para os indígenas sem teto.

    1. Esse patrimônio público Federal deve ser vendido para iniciativa privada ou transferido para governo do Estado e/ou do Município.

  3. Oh, que lindo!

    “função social”.

    “indígenas sem teto”.

    Adoro esse idioma “progressista”.

    Interessante que em outros momentos os “progressistas” querem forçar os indígenas a viverem de forma “tradicional”.

    Assim, como existiriam “indígenas sem teto” se na forma tradicional de vida deles ná existe “casa”, no máximo uma oca feita com recursos encontrados na mata, seu hábitat tradicional/natural?

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