Artigo sustenta que a verdadeira base da soberania nacional não está apenas no orçamento de defesa, mas na urgência de uma educação básica de qualidade como condição para desenvolvimento, inovação e poder estratégico.
Luiz Alberto Cureau Júnior *
A Defesa e as Forças estão certas em insistir na busca por melhor orçamento e previsibilidade, mas o Estado brasileiro não pode evitar mais encarar a base do problema, sem educação de qualidade, não há como termos uma soberania sustentável.
Os números são preocupantes. O Inaf indica que apenas cerca de 8% dos brasileiros atingem nível proficiente de alfabetismo. O PISA (OCDE) mostra o Brasil abaixo da média em leitura, matemática e ciências. A consequência é direta, baixa produtividade, menor geração de riqueza e, portanto, orçamento estruturalmente limitado para investimento estratégico, logicamente que inclusive em defesa.
Agora olhemos para exemplos concretos.
A Coreia do Sul, devastada pela guerra na década de 1950, tinha renda per capita comparável à de países africanos pobres. A virada começou com investimento maciço e disciplinado em educação básica e técnica. Hoje, mais de 70% dos jovens sul-coreanos ingressam no ensino superior (dados da OCDE). O país lidera rankings globais em matemática e ciências. E qual o Resultado disso?
Transformou-se em potência tecnológica, sede de conglomerados globais e referência em indústria de defesa, exportando sistemas avançados como o caça KF-21 e blindados da série K2 para a Europa.
O Japão, após a Segunda Guerra Mundial, fez da educação universal e da formação técnica pilares da reconstrução. Já nos anos 1960 apresentava quase universalização do ensino básico e forte ênfase em matemática e engenharia. Décadas depois, tornou-se líder mundial em tecnologia, indústria automotiva, eletrônica e sistemas de alta complexidade. Hoje investe consistentemente acima de 3% do PIB em P&D (Banco Mundial), sustentando base tecnológica capaz de apoiar uma sofisticada indústria de defesa.
Não foi assistencialismo como o Brasil faz que os transformou. Foi escola forte, currículo exigente, disciplina social e valorização do mérito, fórmula fácil que insistimos em não copiar, a quem interessa?
Defesa nacional depende de engenheiros, cientistas, técnicos altamente qualificados. Depende de interpretação de dados complexos, domínio matemático e capacidade de inovação. Sem isso, a Base Industrial de Defesa se torna frágil, dependente e limitada.
Quando a maioria da população não domina plenamente leitura e raciocínio lógico, o país inteiro opera abaixo do seu potencial. A arrecadação cresce pouco. O investimento encolhe. A soberania vira papo de boteco, não realidade.
Educação básica não é política setorial. É política estratégica de Estado. É pré-requisito para crescimento econômico, indústria forte e Forças Armadas adequadamente financiadas.
Se quisermos sair da periferia geopolítica e ocupar posição de protagonismo, precisamos começar onde as grandes nações começaram, na sala de aula de verdade.
Sem base educacional sólida, não haverá potência apenas intenção, ou sonho de um país do futuro que nunca chegará.
* General da reserva do Exército
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Respostas de 16
Com a esquerda dominando as faculdades públicas, as escolas, o poder judiciário e principalmente a política, fica muito difícil mudar o panorama caótico da educação.
A política de cotas veio para destruir de vez as universidades públicas e as instituições, inclusive as Forças Armadas, que aceitaram cotas, feminismo, ideologia de gênero etc
Foi a guerra que impulsionou o investimento em educação general e em ambos os casos sob tutela dos EUA que introduziram o conceito de qualidade total no Japão e mantém tropas historicamente de ocupação em ambos os países. Não por acaso o Brasil teve crescimento médio superior ao da China no Milagre Econômico durante a Guerra Fria buscando a supremacia na América do Sul frente à Argentina e mantém grandes efetivos no RS que é um estado pequeno e tem duas Divisões de Exército.
Leia o texto novamente….Parece vc que não entendeu
Está bem claro o que está no texto: ele casa o crescimento da Coréia do Sul e do Japão exclusivamente à educação, só que ela não é fruto do acaso e o próprio texto coloca que “O Japão, após a Segunda Guerra Mundial, fez da educação universal” e que “A Coreia do Sul, devastada pela guerra na década de 1950”. Até a década de 1950 a Europa era agrícola e alguns poucos países tinham uma base industrial sólida. A própria UE iniciou com a “Comunidade do Aço e do Carvão” e foi impulsionada adivinha por quem? Os EUA com o Plano Marshal. Com Taiwan e Singapura não foi muito diferente e Israel nem é necessário falar muito…
Mas para o Nove Dedos ele resolve uma Guerra numa mesa de Bar.
Gostaria de ver um cirurgião cardiaco com pensamento crítico e análise de acontecimentos operando você.
Pela história das guerras brasileiras, observa-se que o ônus do conflito frequentemente recaiu sobre os menos escolarizados e aqueles sem apadrinhamento político ou social.
1.2 – A Criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
Apesar do intenso aparato de propaganda do Estado Novo, é questionável até que ponto esses esforços influenciaram efetivamente a formação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e a construção de um sentimento de dever cívico em relação à guerra. Havia resistência tanto na sociedade quanto dentro da própria FEB. Muitos militares e civis viam com ironia o fato de o Brasil lutar pela democracia na Europa enquanto vivia sob a ditadura de Getúlio Vargas. A desconfiança quanto à participação brasileira era significativa, e os ideais de defesa da liberdade na Segunda Guerra Mundial não estavam profundamente enraizados na população. Parte considerável das classes médias e da elite utilizou diversos meios para evitar a convocação, e relatos de insatisfação quanto ao ânimo dos soldados reforçam que a criação da FEB não pode ser atribuída exclusivamente a um movimento interno em prol da democracia ou à comoção popular após o torpedeamento de navios brasileiros pela Alemanha. Além disso, circularam boatos de que os ataques teriam sido provocados pelos Estados Unidos como estratégia para forçar a entrada do Brasil no conflito, evidenciando a complexidade do cenário político.
A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial decorreu de múltiplos fatores. Entre 15 e 19 de agosto de 1942, seis navios brasileiros que realizavam navegação costeira foram torpedeados por submarinos alemães, resultando na morte de quase 600 pessoas. Um dos navios transportava 250 militares com destino ao Nordeste, visando reforçar a segurança regional diante do risco de invasão. Outro levava fiéis para um congresso eucarístico em São Paulo. A reação popular foi imediata, com manifestações exigindo medidas do governo. A política de neutralidade mantida por Getúlio Vargas tornou-se insustentável. Em 22 de agosto de 1942, o Brasil declarou estado de beligerância contra Alemanha e Itália e, em 31 de agosto, declarou formalmente guerra às potências do Eixo. Contudo, havia grande distância entre declarar guerra e possuir condições estruturais para enviar tropas ao exterior, especialmente diante das limitações do Exército brasileiro.
Inicialmente, o governo brasileiro demonstrou interesse em atuar no teatro de operações do Norte da África. Após negociações com os Estados Unidos, decidiu-se pelo envio de um Corpo Expedicionário composto por três divisões de Exército e uma divisão da Força Aérea, totalizando cerca de 60 mil homens. Esse contingente seria treinado, equipado e subordinado ao Exército norte-americano no teatro de operações. Entretanto, a precariedade das Forças Armadas brasileiras impôs obstáculos relevantes. O efetivo era de aproximadamente 95 mil homens, com deficiências em equipamentos, armamentos, logística e comunicações. Com a mobilização gradual, o contingente foi ampliado para cerca de 165 mil militares, incluindo conscritos das classes de 1941, 1942 e 1943, além de reservistas convocados.
A Campanha de Alistamento Voluntário, amplamente divulgada pelos meios de comunicação do Estado Novo — rádio, cartazes e cinejornais —, buscava incentivar o patriotismo e o dever cívico na luta contra o nazi-fascismo. Contudo, foi um fracasso: apenas cerca de 2.700 jovens se apresentaram voluntariamente, dos quais aproximadamente 1.500 foram considerados aptos e incorporados. Paralelamente, evidenciou-se o apadrinhamento de membros das classes média e alta para evitar o serviço militar. Enquanto setores escolarizados manifestavam apoio discursivo à guerra, multiplicavam-se os pedidos de dispensa entre os mobilizados instruídos, ao passo que os menos favorecidos permaneciam convocados.
Diante das dificuldades, tornou-se inviável o envio de um grande Corpo Expedicionário. Assim, em novembro de 1943, foi criada oficialmente a Força Expedicionária Brasileira, composta por uma divisão de infantaria do Exército e um grupo de caça da Força Aérea Brasileira. Embora com objetivos mais modestos, persistiam desafios estruturais e políticos. Parte do alto oficialato demonstrava descrença quanto à participação brasileira no conflito e relutava em assumir funções de comando. A escolha do comandante da FEB, General João Batista Mascarenhas de Moraes, ocorreu por decisão do presidente Vargas, em critérios considerados predominantemente políticos. O Estado-Maior, entretanto, foi formado por oficiais indicados por Eurico Gaspar Dutra, gerando tensões internas.
Outro obstáculo significativo era o despreparo das Forças Armadas brasileiras. O Exército seguia o modelo francês herdado da Missão Militar Francesa, com doutrina baseada na experiência da Primeira Guerra Mundial: rigidez disciplinar, estratégias defensivas, guerra de posições e trincheiras. Esse modelo mostrou-se ultrapassado diante das transformações táticas e tecnológicas da Segunda Guerra Mundial, especialmente frente às doutrinas de guerra móvel adotadas pelas grandes potências. A adaptação a esse novo contexto constituiu um dos principais desafios na preparação da FEB para atuar no conflito europeu.
acervodigital.ufpr.br/xmlui/bitstream/handle/1884/60137/danilo_mauro_prandi.pdf?sequence=1&isAllowed=y
Junto com as Armas, a decência: A guerra que o Brasil precisa vencer de urgente.
O país tem um câncer, privilégios. Acabar com eles é vencer a guerra.
A esquerda é um câncer e qualquer país onde ela opera vai pro brejo. Esquerdista gosta de dar privilégios aos seus basta ver As universidades públicas que são antros de esquerdistas inúteis! Basicamente servem como ralo de dinheiro público!
Brasil teve governo de direita entre de 1889 a 1961 e entre 1964 até 2002. Quando entregaram para a esquerda em 2003 as forças armadas estavam muito mais em frangalhos do que agora. a educação era pior, a saúde era pior. só a segurança pública que não estava tão comprometida como agora. inclusive a destruição da pesquisa e desenvolvimento é marca registrada da direita, pois o governo não deve interferir na economia!
Exato, governo não deve interferir na economia, pois quando se mete é só pra criar imposto e burocracia inútil
“Esquerdistas gostam de dar privilégios aos seus”
Falou o adepto de Deus, Pátria e quadrilha!
como assim? o japão alavancou sua recostrução sem assistencialismo,kkkk conta outra,kkkk
1. A Reforma Agrária (A Base da Sobrevivência)
Logo após a rendição, o Japão enfrentava uma fome generalizada. A medida assistencialista mais profunda foi a Reforma Agrária de 1946.
• O governo comprou terras de grandes latifundiários e as revendeu a preços baixíssimos para os camponeses que antes eram apenas “inquilinos”.
• Resultado: Isso eliminou a pobreza extrema no campo e criou uma classe média rural que passou a sustentar a demanda por produtos industriais.
2. A Lei de Bem-Estar Diário (1946)
Inspirada por princípios democráticos trazidos pelos Aliados, o Japão promulgou a Lei de Assistência Pública.
• Pela primeira vez, o Estado reconhecia o dever de garantir um padrão mínimo de vida para cidadãos em situação de pobreza, idosos e órfãos de guerra.
• Diferente do assistencialismo imperial anterior (que era visto como “caridade do Imperador”), este novo modelo era baseado em direitos do cidadão.
1. A Reforma Agrária (A Base da Sobrevivência)
Logo após a rendição, o Japão enfrentava uma fome generalizada. A medida assistencialista mais profunda foi a Reforma Agrária de 1946.
• O governo comprou terras de grandes latifundiários e as revendeu a preços baixíssimos para os camponeses que antes eram apenas “inquilinos”.
• Resultado: Isso eliminou a pobreza extrema no campo e criou uma classe média rural que passou a sustentar a demanda por produtos industriais.
2. A Lei de Bem-Estar Diário (1946)
Inspirada por princípios democráticos trazidos pelos Aliados, o Japão promulgou a Lei de Assistência Pública.
• Pela primeira vez, o Estado reconhecia o dever de garantir um padrão mínimo de vida para cidadãos em situação de pobreza, idosos e órfãos de guerra.
• Diferente do assistencialismo imperial anterior (que era visto como “caridade do Imperador”), este novo modelo era baseado em direitos do cidadão.
1. A Reforma Agrária (A Base da Sobrevivência)
Logo após a rendição, o Japão enfrentava uma fome generalizada. A medida assistencialista mais profunda foi a Reforma Agrária de 1946.
• O governo comprou terras de grandes latifundiários e as revendeu a preços baixíssimos para os camponeses que antes eram apenas “inquilinos”.
• Resultado: Isso eliminou a pobreza extrema no campo e criou uma classe média rural que passou a sustentar a demanda por produtos industriais.
2. A Lei de Bem-Estar Diário (1946)
Inspirada por princípios democráticos trazidos pelos Aliados, o Japão promulgou a Lei de Assistência Pública.
• Pela primeira vez, o Estado reconhecia o dever de garantir um padrão mínimo de vida para cidadãos em situação de pobreza, idosos e órfãos de guerra.
• Diferente do assistencialismo imperial anterior (que era visto como “caridade do Imperador”), este novo modelo era baseado em direitos do cidadão.
Sabem o porque a Educação Básica É ruim no pais? Pelo fato da Constituição de 88 definirem as responsabilidades, os Municípios sao Responsáveis pelo ensino fundamental, os estados pelo ensino medio, e a União pelo ensino superior. A União tem os Institutos Federais e os Colégios Militares Reconhecidos pela Excelência na Educação. Então o problema da Educação Básica esta nos Municípios. Já teve senador chegando ao mesmo diagnostico mas nao existe vontade Política para inverter pois Grande parte dos recursos que os Municípios recebem vem da Educação. O texto do General cai na mesma armadilha comum, dizendo que o trabalhador Brasileiro tem baixa Produtividade, isso e ser papagaio de pirata. O general nunca apertou um parafuso na vida e nunca trabalhou num chao de fabrica. Então não sabe do que esta falando e nao conhece a realidade.