Forças americanas elevam prontidão militar no Oriente Médio, enquanto o presidente dos EUA segue dividido entre pressão por ação militar e aposta na diplomacia.
As Forças Armadas dos Estados Unidos intensificaram a prontidão para um eventual ataque ao Irã, com capacidade de iniciar uma ofensiva já nos próximos dias. A decisão, no entanto, segue nas mãos do presidente Donald Trump, que ainda não deu autorização formal para a operação.
De acordo com informações obtidas pela CNN junto à autoridades do governo, o aumento da preparação militar ocorre após o envio de novos meios aéreos e navais ao Oriente Médio. Nos bastidores, Trump tem alternado argumentos a favor e contra o uso da força, ouvindo assessores de segurança nacional e aliados internacionais, sem definir um prazo para a decisão.
Paralelamente, Estados Unidos e Irã mantiveram conversas indiretas em Genebra, que avançaram pouco e terminaram sem acordo concreto. A Casa Branca afirma que a diplomacia segue como prioridade, mas não descarta uma ação militar caso não haja progresso nas negociações.
O secretário de Estado Marco Rubio deve se reunir nos próximos dias com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para discutir o cenário regional e os desdobramentos do impasse com Teerã.
No campo militar, a possível chegada do porta-aviões USS Gerald Ford à região reforça o sinal de dissuasão. Em resposta, o Irã tem ampliado a proteção de instalações nucleares estratégicas, aprofundando estruturas e reforçando defesas.
Apesar da escalada, Trump ainda não detalhou publicamente quais seriam os objetivos de uma eventual ofensiva, o que mantém incertezas no Congresso e entre aliados sobre o alcance e as consequências de um confronto direto.
Com informações da CNN