Segundo lote de fragatas Tamandaré reforça Marinha e impulsiona empregos na indústria naval

Marinha constrói navio de guerra de 3.500 toneladas em SCFoto: Luiz Lerner/Fiesc/Divulgação/ND Mais

 

Ampliação do programa prevê oito navios e consolida investimentos estratégicos com geração de trabalho e renda no Brasil

BRASÍLIA — A decisão da Marinha do Brasil de contratar um segundo lote de fragatas da classe Tamandaré, elevando para oito o número total de navios do programa, representa não apenas um avanço na capacidade de defesa naval do País, mas também um investimento estratégico com forte impacto na geração de empregos e renda no setor industrial brasileiro.

Iniciado em 2020, o programa das fragatas Tamandaré envolve recursos significativos aplicados na indústria naval e de defesa, com a construção das embarcações sob responsabilidade do consórcio Águas Azuis, formado pela ThyssenKrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e empresas brasileiras parceiras. O projeto prevê ampla participação de fornecedores nacionais, estimulando cadeias produtivas locais e a criação de postos de trabalho diretos e indiretos, especialmente nos polos industriais ligados à construção naval, sistemas eletrônicos, metalmecânica e serviços especializados.

As fragatas são baseadas no projeto MEKO A-100, possuem cerca de 3.500 toneladas de deslocamento e contam com modernos sistemas de combate, capazes de atuar em múltiplas missões. Além do reforço operacional à Marinha, o programa garante a absorção de tecnologia e a capacitação de mão de obra brasileira, ampliando a autonomia industrial do País no setor de defesa.

A primeira unidade da classe, a Tamandaré (F200), foi lançada ao mar em agosto de 2024 e deverá iniciar as provas de mar antes de sua incorporação ao serviço ativo. A segunda fragata, Jerônimo de Albuquerque (F201), lançada em 2025, encontra-se em fase de equipagem e testes. Outras duas unidades do primeiro lote seguem em construção, assegurando continuidade produtiva e estabilidade para os trabalhadores envolvidos no programa.

Com a contratação de mais quatro navios, a Marinha amplia sua presença no Atlântico Sul e fortalece a chamada Amazônia Azul, ao mesmo tempo em que garante previsibilidade de investimentos de longo prazo para a indústria nacional. A expansão do programa está alinhada à Estratégia Nacional Marítima e contribui para o desenvolvimento econômico ao manter estaleiros ativos, estimular inovação tecnológica e gerar renda em diversas regiões do País.

Considerada um dos pilares da modernização da frota de superfície, a classe Tamandaré substituirá gradualmente embarcações mais antigas, como as fragatas das classes Niterói e Greenhalgh (Type 22) e as corvetas da classe Inhaúma, assegurando capacidade operacional à Marinha do Brasil e, simultaneamente, promovendo crescimento industrial e empregos qualificados nas próximas décadas.
Com informações do Poder Naval e Marinha do Brasil

Respostas de 2

  1. Cadê a Fragata Alte Cândido? Tanto o João quanto o Aragão que era Praça e chegou a Almirante. Depois do D-25 extinto CT Marcílio Dias, acabou a homenagem das tantas Praças heróis nacionais.

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