Visita institucional avalia recuperação industrial da empresa, mitiga riscos de descontinuidade e fortalece a Base Industrial de Defesa em 2026
São José dos Campos (SP) – Em 28 de janeiro de 2026, o Exército Brasileiro realizou uma visita institucional às instalações da Avibras com o objetivo de acompanhar a retomada industrial da empresa e avaliar a continuidade dos projetos estratégicos desenvolvidos em parceria, com destaque para o sistema ASTROS. As informações são de Marcelo Barros, do site Defesa TV.
A comitiva foi liderada pelo General de Divisão Tales Villela, diretor da Diretoria de Fabricação (DF), e contou com a presença do General de Brigada R1 Paixão, gerente do Programa Estratégico ASTROS, além de engenheiros militares do Centro de Avaliações do Comando de Artilharia do Exército (CACTTAV).
Durante a visita, foram avaliados os marcos já alcançados no processo de recuperação industrial da Avibras e seus reflexos para a Base Industrial de Defesa (BID), especialmente no que diz respeito à preservação de capacidades tecnológicas consideradas estratégicas pelo Exército Brasileiro.
Continuidade do ASTROS e mitigação de riscos
Classificado pela Força como um dos principais vetores de dissuasão convencional, o sistema ASTROS é considerado essencial para a manutenção da doutrina, da prontidão de fogo e da integração de sistemas da Artilharia. A continuidade do programa reduz riscos de descontinuidade logística e preserva a interoperabilidade e a segurança do suprimento.
A agenda técnica permitiu a análise do estado das linhas de produção e dos cronogramas, etapa considerada vital para garantir previsibilidade e mitigar impactos operacionais.
Relevância estratégica e social
O acompanhamento próximo da Diretoria de Fabricação reforça a importância da Avibras para a soberania nacional, ao reduzir dependências externas e preservar competências sensíveis, como a integração de foguetes e mísseis. A empresa mantém infraestrutura, ativos industriais e conhecimento acumulado considerados críticos para a recomposição do setor de defesa.
Segundo o Exército, a iniciativa também sustenta o ecossistema nacional de pesquisa, engenharia e ensaios, além de contribuir para a proteção do conhecimento estratégico e o cumprimento da missão constitucional da Força.
Impactos práticos e próximos passos
Com a retomada gradual das atividades, a expectativa é de replanejamento de cronogramas com menor nível de incerteza, beneficiando unidades de artilharia e parceiros que dependem da manutenção do ASTROS para adestramento e interoperabilidade.
A estabilidade industrial também impacta diretamente o suporte ao ciclo de vida do sistema, incluindo atualização de softwares embarcados, certificações e disponibilidade de munições. No curto prazo, a prioridade é garantir a continuidade do programa e sustentar a cadeia de fornecedores. No médio prazo, a recomposição industrial pode abrir espaço para evoluções tecnológicas e oportunidades de exportação, em consonância com as diretrizes do Ministério da Defesa.
Respostas de 3
Esse camuflado está muito estranho….Essa foto nao parece ser real…..
Ser competitiva no mercado, ter mão de obra qualificada e comprometida com excelência, produção e dinâmica de mercado. Se não tiver isso é CABIDE DE EMPREGO
Visita pra inglês ver e pegar diária…basta ver que o gerente de programas estratégicos Astros é um Gen R1, vulgo pttc. se depender de compras do setor de defesa do Br, a empresa vai pro ralo de vez, simples assim!