Brasileiro alistado no Exército da Rússia está desaparecido há quase sete meses

Chairon Vitor Sepulvida está desaparecido na Ucrânia desde julho de 2025

 

Jovem de 23 anos desapareceu após seguir para missão de combate; mãe vive luto incerto e cobra respostas.

O brasileiro Chairon Vitor Sepulvida, de 23 anos, está desaparecido desde julho de 2025 após se alistar no Exército da Rússia e atuar na linha de frente da guerra contra a Ucrânia. O último contato com a família ocorreu momentos antes de o jovem seguir para uma missão de combate, segundo relato da mãe. O Itamaraty acompanha o caso.

Chairon viajou à Rússia em março de 2025 após receber uma proposta para trabalhar como mecânico de armas, área em que já possuía formação pelo Exército Brasileiro. De acordo com a mãe, Charlaenne Sepulvida, o filho conheceu um “canal de alistamento” por meio do Instagram e foi aliciado para atuar no conflito.

O último contato com a família ocorreu em 15 de julho de 2025. Já um e-mail do Itamaraty informa que o jovem se apresentou oficialmente a um batalhão russo no dia 30 de julho, mas passou a constar como de “ausência desconhecida” após mais de 30 dias sem registro.

“Na última vez que falou comigo, ele disse que ia para o front, que participaria de um ‘assalto’ — como eles chamam os ataques para romper defesas inimigas. Disse que estava saindo para a missão”, contou a mãe.

Segundo Charlaenne, o filho descrevia a guerra como um ambiente extremo. “Ele dizia que lá é o inferno. Eu pedia para ele voltar, mas ele dizia que não podia desistir. Deserção é crime grave”, relatou.

Em 18 de dezembro, a família recebeu informações não confirmadas de que Chairon estaria em uma lista de mortos. Desde então, a mãe tenta arrecadar recursos para viajar à Rússia em busca de informações oficiais e promove uma campanha nas redes sociais.

“A gente se falava quase todos os dias. No máximo ficávamos uma semana sem contato. Ele sempre voltava das missões e avisava que estava bem. Meu filho não ficaria seis ou sete meses sem dar notícia se nada tivesse acontecido”, afirmou.

Chairon nasceu em Diadema (SP), mas a família é natural de Oeiras (PI). Segundo a mãe, ele chegou a enviar fotos do passaporte, do certificado militar russo e comprovantes de que havia feito curso de língua para se comunicar com outros soldados.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio da Embaixada do Brasil em Moscou, mantém contato com a família e presta a assistência consular cabível, ressaltando que casos envolvendo brasileiros alistados em forças armadas estrangeiras possuem especificidades legais.

Em novembro, a embaixada brasileira publicou um alerta desaconselhando o alistamento voluntário de brasileiros em exércitos estrangeiros, diante do aumento de mortes e das dificuldades enfrentadas por quem tenta deixar o conflito.

Respostas de 2

  1. Independente para o lado ele que foi, ele se alistou porque quis e o que receber em troca será resultante dessa decisão, seja para o bem ou para o mal.

    Só seria solidário se ele fosse obrigado a fazer o que não queria e ainda pagar pelas consequências.

    Agora, vamos ser francos, ser a favor do russo ou do ucraniano é muito bom na TV, pois se trata de uma guerra que não nos diz respeito em nada. se o sujeito procurou um lado para efetivamente atuar, é porque está vendo o seu lado pessoal.

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