Apuração atinge vice-presidente da Comissão Militar Central e chefe do Estado-Maior e reforça ofensiva anticorrupção de Xi Jinping, segundo agências internacionais
A China anunciou neste sábado (24) a abertura de uma investigação contra dois dos principais nomes de seu alto comando militar, entre eles o general Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central (CMC), órgão máximo das Forças Armadas do país. A informação foi divulgada pelo Ministério da Defesa chinês e repercutida por agências internacionais como AFP e Reuters.
Segundo o comunicado oficial, Zhang Youxia e o general Liu Zhenli, chefe do Estado-Maior Conjunto da CMC, são suspeitos de “graves violações da disciplina e da lei” — expressão frequentemente utilizada pelas autoridades chinesas como eufemismo para casos de corrupção.
A investigação se soma à ampla campanha anticorrupção conduzida pelo presidente Xi Jinping desde que assumiu o poder, em 2012, e que já atingiu dezenas de dirigentes do Partido Comunista e oficiais das Forças Armadas. A ofensiva tem sido interpretada por analistas internacionais tanto como um esforço de moralização interna quanto como uma estratégia de consolidação de poder.
Zhang Youxia, de 75 anos, é o oficial de mais alta patente entre os vice-presidentes da Comissão Militar Central e um dos militares mais influentes do país. Ele divide o cargo com Zhang Shengmin, nomeado após a destituição de seu antecessor em outro caso ligado à campanha anticorrupção.
Já Liu Zhenli, de 61 anos, ocupa um posto estratégico como chefe do Estado-Maior Conjunto, responsável pelo planejamento operacional das Forças Armadas chinesas. Ambos são subordinados diretos de Xi Jinping, que preside a Comissão Militar Central e exerce controle direto sobre o Exército.
A Comissão Militar Central é responsável por assegurar a lealdade das Forças Armadas ao Partido Comunista Chinês e por coordenar a política de defesa nacional, sendo considerada um dos pilares do poder político no país.
Respostas de 3
Todo regime totalitário necessita periodicamente acusar e condenar auxiliares próximos ao ditador para dar exemplo aos demais e evitar tentativa de mudanças. A história está aí para comprovar.
É um mecanismo próprio de defesa do tirano.
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Coronéis
Desvio 48 milhões
Hospital do Exército
Pena de 1 ano regime aberto.
Quando começaremos as investigações aqui no Brasil?