Farsa durou 14 anos: ex-professor se fez passar por almirante em eventos militares no Reino Unido (vídeo)

Falso almirante inglês numa solenidade

 

Vídeo revela discurso de “falso almirante” em desfile militar no Reino Unido; falso militar foi multado em 500 euros, o equivalente a R$ 3. 100,00

 

Um vídeo divulgado nesta semana mostra o momento em que Jonathan Carley, um ex-professor britânico que se passou por oficial da Marinha Real durante mais de uma década, discursou em um desfile militar comemorativo no País de Gales. O episódio ocorreu em 2019, durante as celebrações do 140º aniversário da Batalha de Rorke’s Drift, mas só veio à tona após a fraude ser descoberta em 2025.

Nas imagens, Carley aparece usando uniforme completo de contra-almirante, com espada cerimonial e diversas medalhas, enquanto se dirige ao público no Castelo de Harlech, no norte do País de Gales. Durante cerca de dois minutos, ele elogia corais, bandas e grupos de reconstituição histórica, e conduz os presentes a entoarem vivas ao Exército Britânico.

Segundo a imprensa britânica, Carley manteve a farsa por aproximadamente 14 anos, afirmando ter tido uma carreira militar “brilhante”, inclusive com passagens pela inteligência naval. Na realidade, ele nunca serviu na Marinha Real. Sua única ligação com o meio militar foi como instrutor de cadetes em escolas particulares onde lecionava história.

A fraude começou a ruir após sua participação em uma cerimônia do Domingo da Memória, em novembro de 2025, na cidade de Llandudno. Na ocasião, Carley depositou uma coroa de flores usando 12 medalhas presas ao uniforme. Fotos do evento circularam nas redes sociais e chamaram a atenção de veteranos e investigadores independentes, que identificaram inconsistências no uniforme e nas condecorações — algumas delas jamais teriam sido concedidas simultaneamente a um mesmo militar.

Veteranos da Marinha também notaram falhas no corte do uniforme, como mangas excessivamente longas e detalhes fora do padrão oficial. A apuração revelou que Carley havia modificado um uniforme antigo de cadetes, contratando um alfaiate para adicionar insígnias de almirante e comprando medalhas pela internet.

Em janeiro de 2026, Jonathan Carley, de 65 anos, compareceu ao tribunal de magistrados de Llandudno, onde se declarou culpado por usar uniforme e insígnias das Forças Armadas de Sua Majestade sem autorização, crime previsto na legislação britânica desde 1894. Ele foi condenado ao pagamento de multa de 500 libras, além de custas judiciais e uma sobretaxa, totalizando cerca de 785 libras.

Falso almirante inglês chega ao tribunal

Ao proferir a sentença, o juiz afirmou que a conduta representou “total desrespeito” à memória dos militares mortos em combate e às famílias presentes nas cerimônias. A promotoria sustentou que Carley buscava “um sentimento de pertencimento ou afirmação”, argumento reiterado pela defesa, que disse que o réu reconhece ter agido de forma inadequada.

O uniforme, a espada cerimonial e as medalhas foram apreendidos e destruídos. Grupos de veteranos e organizações dedicadas a combater casos de “valor roubado” criticaram a pena aplicada, classificando-a como branda. Representantes da Marinha Real destacaram que nada deve diminuir a solenidade do Domingo da Memória, considerado um dos momentos mais importantes de homenagem aos que serviram e morreram pelo Reino Unido.
Com informações da BBC e Daily Mail

Uma resposta

  1. Lembrando que a nossa Marinha surgiu de cidadãos dessa estirpe ou seja toda a sorte de Degredados e mercenários expulsos da Marinha Inglesa, mas isso é conversa de quem estudou a fundo a história militar naval fora do que é escrito pela HMN pregada na MB.

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