Segundo o especialista, a vice-presidente Delcy Rodríguez e seu irmão teriam negociado secretamente a captura de Maduro
Professor da Escola de Comando do Exército Brasileiro aponta que Delcy Rodríguez negociou captura de Maduro, 90% das defesas antiaéreas foram destruídas e cúpula militar venezuelana estava despreparada
O sucesso da operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pode ser explicado por três fatores cruciais: traição interna na cúpula do regime, superioridade bélica absoluta dos EUA e incompetência das Forças Armadas venezuelanas. A análise é do professor de Ciências Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército Brasileiro (Eceme), Sandro Teixeira, em entrevista ao portal UOL.
O especialista aponta que um núcleo de poder liderado pela então vice-presidente Delcy Rodríguez e seu irmão, Jorge Rodríguez, teria negociado secretamente a captura de Maduro, sentindo-se preteridos em relação a outras facções, como as do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e do poderoso Diosdado Cabello. A hipótese é reforçada pelas conversas públicas entre a Casa Branca e Delcy, que foi rapidamente reconhecida como presidente interina sem objeção americana.
Mesmo com a traição, os EUA não deixaram nada ao acaso. Teixeira estima que 90% do sistema de defesa antiaérea da Venezuela – incluindo radares, mísseis e canhões chineses e russos – foi destruído por um ataque massivo e preciso. A operação empregou mísseis Tomahawk, bombardeiros stealth B-2, caças de última geração (F-35, F-22) e aviões de guerra eletrônica, suprimindo qualquer possibilidade de reação organizada.
O terceiro pilar do êxito foi a degradação e incompetência da cúpula militar venezuelana. Segundo Teixeira, anos de promoções políticas aceleradas criaram um oficialato de “políticos fardados”, mais preocupados com a repressão interna do que com a defesa externa. No momento do ataque, durante o recesso de fim de ano, muitos oficiais estavam de folga, deixando postos críticos sob comando de subordinados inexperientes – detalhe que os planejadores americanos teriam explorado.
A combinação fatal de conluio interno, supremacia tecnológica esmagadora e um exército despreparado explica, na visão do analista, a rapidez e o baixo custo em vidas (para os EUA) de uma das operações militares mais ousadas das últimas décadas.
Respostas de 12
Sempre falo e repito: o que importa é a defesa Externa para as FFAA e não elocubrações com GLO. Por isso também FFAA não se envolvem com política l. aí está o exemplo…
É uma análise coerente, mas depois daquele grupo de estudos da guerra da Ucrânia, a gente fica com o pé atrás…
Ledesma Madas, nosso maior problema é a separação de governo do Estado, das instituições de Estado. É a política que manda? É o Legislativo? É o judiciário? Quem sustenta o poder na Venezuela nessa hora? Os coletivos? As FFAAs? Quem dá sustentação aos governos, na forma da Lei, sendo que as leis são adulteradas ao sabor de governos?
Acho que os proximos serão a colombia, Irã e Brasil
Professor da ECEME kkkk
Disse e repito, criaram um factoide e tentaram vender para a justiça federal americana, já estão alterando a acusação. Um novo projeto Iraque se avizinha. Não que o Madura seja um ditador crápula.
Não é ditador? Não surrupiou a eleição?
A análise publicada sobre a suposta operação militar que levou à captura de Nicolás Maduro peca por excesso de especulação e falta de aderência aos fatos confirmados. É importante separar opinião de realidade.
A matéria sugere que Delcy Rodríguez e Jorge Rodríguez teriam conspirado contra Maduro. Não há qualquer evidência pública ou oficial que sustente essa hipótese. O que se sabe é que Maduro foi capturado em Caracas por forças americanas em 3 de janeiro de 2026, e levado aos Estados Unidos. Nenhum documento ou declaração oficial confirma conluio interno
O texto fala em destruição de “90% da defesa antiaérea venezuelana”. Esse número não existe em relatórios oficiais. O que foi confirmado é que houve ataques aéreos em Caracas e outras regiões, mas os detalhes técnicos da operação não foram divulgados pelo Departamento de Defesa dos EUA. Portanto, qualquer percentual ou descrição minuciosa de armamentos usados é especulação.
A ideia de que os militares estavam “de férias” e que isso explicaria o sucesso da operação é uma narrativa opinativa. O fato é que a Venezuela sofreu ataques coordenados durante o início do ano, mas não há provas de abandono de postos ou incapacidade estrutural. O que existe é um cenário de surpresa diante da ofensiva americana.
• Em 3 de janeiro de 2026, Nicolás Maduro foi capturado em Caracas por forças dos EUA.
• Em 5 de janeiro, ele participou de uma audiência em Nova York, declarou-se inocente e afirmou ser um prisioneiro de guerra.
• Os EUA confirmaram a operação e indicaram disposição em dialogar com o governo venezuelano remanescente.
• A Rússia exigiu provas de vida de Maduro e criticou a ação americana.
Esses são os fatos confirmados. Todo o restante, traições internas, percentuais de destruição, incompetência militar, são achismos que não encontram respaldo em fontes oficiais.
A matéria não se sustenta em fatos, mas em conjecturas. O que está confirmado é simples: Maduro foi capturado em Caracas e levado aos EUA, onde já enfrenta processo judicial. Qualquer narrativa que vá além disso deve ser tratada como opinião, não como realidade.
Pois é… aqui prevalece o juízo e a condenação, sem direito à defesa, antes da verificação dos fatos ou, a miséria intelectual de analistas apressados. Por isso temos um PIB menor que a Alemanha e Japão e com um território continental. É bem possível o Paraguai superar o Brasil nas próximas décadas.
Pelo que vivien o povo na venezuelano na miséria sendo um ditador o presidente pouco importa os motivos da prisão onde o país com maior reservas de petróleo do mundo não adianta nada que fique preso o resto da vida. 👍 E para quem defende a democracia, ditadura venezuelana quando tirar férias vá Pará lá e não para EUA ,ITALIA CARIBI 😭😭