Para o Alto-Comando, ciclo de seis anos é rara oportunidade para reorganizar prioridades e destravar projetos
O Exército Brasileiro planeja triplicar os recursos anuais destinados a projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entre 2026 e 2031, a ampliação será possível após a entrada em vigor da lei complementar que autoriza a exclusão de até R$ 30 bilhões do arcabouço fiscal para investimentos em defesa.
A medida busca acelerar a modernização da força terrestre e reduzir atrasos acumulados em programas estratégicos considerados críticos.
De acordo com o Times Brasil, a previsão do Alto-Comando é que o ciclo de seis anos represente uma rara oportunidade para reorganizar prioridades e destravar projetos que vinham sendo postergados por restrições orçamentárias.
Somados, os investimentos no período podem chegar a cerca de R$ 18 bilhões apenas no âmbito do PAC, quase o triplo do volume praticado nos últimos anos, elevando os aportes de cerca de R$ 1,3 bilhão para aproximadamente R$ 3 bilhões por ano.
Um dos principais beneficiados será o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), voltado ao combate ao narcotráfico, contrabando e crimes transnacionais. Das nove etapas previstas originalmente, apenas duas estão em operação.
Com a injeção de recursos, o Exército pretende iniciar ao menos três novas fases em áreas sob responsabilidade de brigadas localizadas em Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.
O sistema reúne radares, sensores térmicos e ópticos, drones, sensores eletromagnéticos e ferramentas de segurança cibernética, criando um fluxo contínuo de dados para vigilância das fronteiras terrestres.
Blindados Centauro II
A modernização da frota blindada também entra no radar. O Exército deve formalizar nos primeiros meses de 2026 o contrato para a compra de 96 unidades do Centauro II-BR, em um negócio estimado em R$ 5 bilhões. O acordo inclui compensações tecnológicas e logística integrada.
Os veículos, equipados com canhão de 120 milímetros e tração 8×8, têm proteção contra minas e explosivos improvisados. Parte da frota será destinada à região Norte, com previsão de unidades posicionadas em Roraima, próximo à fronteira com a Venezuela.
O principal marco tecnológico do novo ciclo deve ocorrer em 2026, com a contratação de um sistema de defesa antiaérea avaliado em até R$ 3,4 bilhões.
A solução, considerada inédita na América Latina, será capaz de interceptar drones e mísseis de cruzeiro e passará a integrar a reorganização do antigo projeto Astros, que será ampliado e rebatizado como programa Fogos.
A nova estrutura reunirá artilharia de foguetes, artilharia de campanha e uma camada específica de defesa antiaérea, em resposta ao aumento do uso de drones e munições de precisão em conflitos recentes.
Cibernética e aviação mantêm rumo
A Defesa Cibernética será ampliada, com a incorporação de projetos ligados à inteligência artificial. O programa de Aviação do Exército segue sem alterações, incluindo a aquisição de 12 helicópteros Black Hawk.
Com a nova regra fiscal e a ampliação dos aportes, o Exército Brasileiro aposta que o período até 2031 será decisivo para atualizar capacidades operacionais, reforçar a vigilância de fronteiras e responder a ameaças cada vez mais tecnológicas.
TIMES BRASIL – Edição: Montedo.com
Respostas de 4
Por que ao invés de investir bilhões em equipamentos, não investem tudo em salários.
Equipamentos servem apenas para apresentação e afago de egos de estrelados e missão no exterior para peixes.
Primeiro devesse investir na Marinha, fabricação de navios no país , mísseis e aquisição de pelo menos dois porta aviões o projeto nuclear com mais de 50 anos dar o pronto, do primeiro artefato nuclear e fazer um teste.
Depois aeronáutica , fabricação de caças em solo Brasileiro , kc390 transporte e BOMBARDEIRO, helicópteros mísseis e drones, e defesa anti aérea.
O exército acabar esse sisfron que já vai para uns 25 anos e nunca acaba, deveria passar para a Aeronáutica, como também o lançador astro. o exército é infantaria, blindados , força que usa menos recursos financeiros, armamentos leve mas modernos, para transporte sempre dependeu da Marinha e aeronáutica esse é o correto.
Casa força dentro de Suas Atribuições.
Como dizia seu Boneco: “- mas quer hora que é a merenda?” . A tropa passa por dificuldades sócio econômicas severas. Não está dando para sustentar as sus famílias. E o Comando não vê isso é se vê parece não se importar.
Invetir em armamento, tecnologia? E no RH? Vão colocar um monte de mortos de fome para operar armamento moderno e tecnológico? Estava conversando com um colega sargento que está servindo em Manaus, ele me disse que o salário dele só paga aluguel, água e energia elétrica. É esse militar que vai operar esse apartato tecnológico? Fica a pergunta.