Exército lidera projeto estratégico de simulação militar em parceria com universidade gaúcha

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Parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)tem foco central na evolução do Sistema Integrado de Simulação ASTROS (SIS-ASTROS)

 

Santa Maria (RS) – O Exército Brasileiro deu início a uma nova etapa de um projeto estratégico voltado ao desenvolvimento e à modernização de simuladores de treinamento militar, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Com investimento superior a R$ 10 milhões, a iniciativa integra o projeto “Evolução do Sistema Integrado de Simulação ASTROS (SIS-ASTROS)”, componente do Programa Estratégico do Exército ASTROS, conduzido sob a coordenação técnica do Centro de Desenvolvimento de Sistemas (CDS).

A retomada das atividades ocorreu após uma série de reuniões técnicas realizadas na UFSM entre os dias 16 e 18 de dezembro de 2025, consolidando uma cooperação institucional que já dura cerca de uma década. O acordo foi formalizado por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED), com vigência de cinco anos, assinado pelo general de brigada Marcelo Corrêa Horewicz, chefe do CDS, e pelo reitor da UFSM, professor Luciano Schuch.

O projeto é gerenciado no âmbito do Exército pelo Programa Estratégico ASTROS, tendo como gerente o general de brigada R1 Moisés da Paixão Júnior. A condução técnica e o acompanhamento das entregas estão sob responsabilidade do CDS, órgão do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), que atua na definição de requisitos operacionais, validação doutrinária e integração dos sistemas de simulação às necessidades reais de adestramento da Força Terrestre.

As reuniões iniciais contaram com a participação de oficiais diretamente envolvidos na formação e no preparo operacional da Artilharia, incluindo representantes do Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes, além do Destacamento Avançado do DCT em Santa Maria. Essa atuação garante que os simuladores desenvolvidos estejam alinhados às doutrinas, procedimentos e cenários operacionais empregados pelo Exército Brasileiro.

O foco central do projeto é a evolução do Sistema Integrado de Simulação ASTROS (SIS-ASTROS), ferramenta fundamental para o treinamento das Organizações Militares que operam o sistema de artilharia de foguetes do Exército. Entre as prioridades estão a modernização do Simulador Virtual Tático de Reconhecimento, Escolha e Ocupação de Posição (SVTat) e o desenvolvimento de novos softwares de Treinamento Baseado em Computador (TBC), voltados à instrução operacional e técnica de militares.

Os novos módulos de simulação contemplarão, entre outros aspectos, o treinamento para procedimentos de manutenção das viaturas ASTROS, o manuseio e emprego de munições e granadas de artilharia, bem como a capacitação para novas viaturas do sistema e para o obuseiro autopropulsado M109 A5+BR. As soluções visam ampliar a eficiência do adestramento, reduzir custos operacionais e aumentar a segurança durante a instrução.

O projeto também ampliará significativamente as capacidades de simulação voltadas ao treinamento das atividades de Reconhecimento, Escolha e Ocupação de Posição (REOP) de Baterias e Grupos de Artilharia de Campanha, impactando diretamente o preparo das Artilharias Divisionárias do Exército Brasileiro, que operam sistemas de obuseiros 155 mm, tanto rebocados quanto autopropulsados.

Do ponto de vista tecnológico, o Exército emprega o conceito de “jogos sérios” (serious games) como ferramenta de inovação no treinamento militar. As soluções em desenvolvimento incorporam tecnologias de computação gráfica, inteligência artificial, realidade virtual, interoperabilidade em rede e modelagem tridimensional, permitindo a criação de ambientes de simulação realistas, escaláveis e alinhados às exigências operacionais da Força.

Além de fortalecer o preparo operacional, o projeto contribui para a consolidação da Base Industrial de Defesa e para a soberania tecnológica nacional, ao priorizar o desenvolvimento de soluções 100% nacionais. Ao longo da última década, a cooperação entre o Exército Brasileiro e a UFSM já resultou em publicações científicas, patentes, registros de software e reconhecimentos institucionais, reforçando o papel do Exército como indutor de inovação tecnológica no país.

A iniciativa reflete o modelo da tríplice hélice, no qual o Exército Brasileiro atua como agente estratégico do Estado, articulando governo, academia e setor produtivo para o desenvolvimento de capacidades críticas de Defesa, com impacto direto na prontidão operacional da Força Terrestre e na formação de recursos humanos altamente qualificados.
Com informações da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM

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