O Exército reforçou a fronteira com a Venezuela diante do aumento da tensão com os EUA
Autoridades do governo brasileiro colocaram de sobreaviso todos os setores que lidam com o assunto Venezuela. Há uma desconfiança de que eventual ataque ao país vizinho possa ocorrer em torno do ano novo. As informações são do jornalista André Stumpf, do Correio Braziliense.
Segundo Stumpf, as pessoas que lidam com o assunto em Brasília foram orientadas a permanecerem na capital do País ou em local próximo. O pessoal que trabalha com a operação de acolhida de venezuelanos em Roraima, que fogem de seu país, está em alerta máximo. Eles dimensionaram suas possibilidades para receber, nos próximos dias, até 35 mil habitantes do país vizinho se o ataque das forças armadas dos Estados Unidos realmente ocorrer.
Ninguém no governo brasileiro arrisca o tipo de ação bélica que poderá ser utilizada. Os especialistas lembram que os norte-americanos têm capacidade para realizar ataques seletivos contra líderes venezuelanos, a exemplo dos que Israel faz na guerra contra os Palestinos.
O Exército, por sua vez, intensificou seus preparativos na fronteira Norte do país diante do aumento da tensão regional envolvendo a Venezuela e a possibilidade de um agravamento do cenário de instabilidade no país vizinho.
Entre as ações mais recentes, destaca-se o envio de 12 viaturas blindadas de combate Centauro II para Roraima. Os veículos, fabricados pelo consórcio Iveco-Oto Melara e equipados com canhão de 120 mm, serão incorporados ao 18º Regimento de Cavalaria Mecanizado, unidade subordinada à 1ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Boa Vista. O Centauro II é considerado um dos mais modernos blindados sobre rodas em operação no país, ampliando significativamente a capacidade de dissuasão e vigilância na região.
O reforço soma-se a meios já desdobrados na área nos últimos anos. Durante a crise envolvendo a região de Essequibo, entre 2023 e 2024, a mesma brigada recebeu 32 viaturas blindadas leves multitarefas Guaicuru, oito blindados Guarani, seis blindados Cascavel, além de viaturas logísticas, mísseis antiaéreos RBS 70 e mísseis anticarro Max 1.2. O conjunto de meios fortalece a prontidão operacional das tropas na faixa de fronteira.
Atualmente, o Exército Brasileiro mantém cerca de 9 mil militares na fronteira Norte, distribuídos em diversas organizações militares e em 23 pelotões especiais de fronteira, responsáveis por vigilância, controle territorial e ações de presença em áreas remotas da Amazônia. Em todo o território nacional, do Oiapoque ao Chuí, o Exército conta com aproximadamente 25 mil militares em 78 organizações militares voltadas à defesa das fronteiras.
Diplomatas brasileiros acompanham o cenário com preocupação e defendem soluções políticas e diplomáticas para evitar a escalada de um conflito próximo à fronteira nacional. No entanto, fontes da área de defesa avaliam que o reforço militar é uma medida preventiva necessária diante de um ambiente regional mais instável, no qual ameaças à segurança deixam de ser restritas a crimes transfronteiriços e passam a envolver riscos estratégicos mais amplos.
Com informações de André Stumpf, do Correio Braziliense
Respostas de 4
Chamem o traidor, do povo brasileiro, o Gen Dutra para resolver tudo.
Serão aqueles mesmo analistas que disseram que a Russia venceria em duas semanas?
Não. São os analistas que estudam o assunto e não paliteiro como você.
Esses analistas têm o cabelo vermelho igual aquela especialista em segurança pública?