Generais brasileiros avaliam que conflito entre EUA e Venezuela seria catastrófico para a região

EUA x Venezuela verde amarelo ao fundo

 

Escalada militar próxima à fronteira brasileira é considerada a mais grave desde a crise dos mísseis, em 1962
A crescente tensão entre Estados Unidos e Venezuela, intensificada após a apreensão de um segundo petroleiro venezuelano por forças norte-americanas, elevou o nível de alerta nas Forças Armadas brasileiras. Na avaliação de generais da ativa e da reserva, um eventual conflito teria consequências devastadoras para a América do Sul e impactos diretos sobre o Brasil, especialmente na fronteira norte.

A análise foi detalhada em reportagem do jornalista Humberto Trezzi, publicada pela GZH, que ouviu oficiais de alto escalão do Exército sob condição de anonimato.

Maior crise geopolítica em décadas
Segundo os militares ouvidos por Trezzi, a atual escalada é a mais grave já registrada nas proximidades do território brasileiro em mais de meio século. Um general que integrou recentemente o Estado-Maior do Exército afirmou que nunca presenciou situação semelhante ao longo da carreira, comparando o momento à crise dos mísseis de Cuba, em 1962.

Outro oficial avalia que o emprego direto do poder militar por uma grande potência na América do Sul abre uma “Caixa de Pandora”, ao estabelecer um precedente perigoso no uso da força como instrumento político.

Pressão militar sem ocupação territorial
Na análise dos oficiais, é improvável uma intervenção armada em larga escala dos Estados Unidos na Venezuela. O cenário considerado mais plausível é o aumento gradual da pressão militar e diplomática, com ações pontuais contra alvos estratégicos — como refinarias, bases militares ou lideranças políticas — sem ocupação do território venezuelano.

Os militares avaliam ainda que as Forças Armadas da Venezuela não teriam capacidade de enfrentar os EUA em combate direto e que uma participação decisiva da Rússia é improvável, diante do foco de Moscou na guerra da Ucrânia.

Roraima no centro das atenções estratégicas
Para o Brasil, o principal foco de preocupação é Roraima, Estado que faz fronteira com a Venezuela e a Guiana. Conforme a reportagem da GZH, o Exército atua na região em três frentes: o combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, a Operação Acolhida — voltada ao acolhimento de refugiados venezuelanos — e a vigilância da fronteira com a Guiana, em razão da disputa pelo território do Essequibo.

O maior temor das autoridades militares é um aumento expressivo do fluxo migratório ou a entrada indevida de tropas estrangeiras em território brasileiro.

Reforço de tropas e blindados
A preocupação estratégica levou a um reforço significativo de efetivos e meios militares em Roraima. O número de generais na região passou de um para três. A Brigada de Infantaria da Selva recebeu um esquadrão de blindados, e o contingente foi ampliado de cerca de 150 para 600 militares.

O total de viaturas blindadas saltou de menos de 20 para 50, sendo 28 de combate, além da incorporação de mísseis antitanque e antiaéreos. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 500 milhões.

Logística é o principal gargalo
Apesar do reforço, a reportagem de Humberto Trezzi destaca que o maior desafio do Brasil em um cenário de crise é logístico. A maior parte dos meios pesados do Exército está concentrada no Centro-Sul do país, enquanto a tensão ocorre no Norte.

Durante o exercício militar Atlas, realizado em outubro, o deslocamento de blindados levou cerca de 22 dias entre Mato Grosso do Sul e a fronteira com a Guiana. Veículos de artilharia autopropulsada partiram do Rio Grande do Sul e também levaram quase três semanas para chegar a Roraima.

Terreno e limitações operacionais
Metade do território roraimense é formada por campos abertos, adequados ao uso de blindados; a outra metade é selva densa, onde atua principalmente a Infantaria. Chuvas intensas, estradas precárias e a escassez de aeroportos dificultam deslocamentos rápidos.

A artilharia de longo alcance, como o sistema Astros, poderia atuar como elemento dissuasório, mas também enfrenta entraves logísticos. O uso de drones surge como alternativa, embora ainda seja limitado nas Forças Armadas, especialmente no emprego de drones armados.

Respostas de 7

  1. Sinceramente essa analise é muito mais para agradar a Esquerda do que algo realmente real…cortina de fumaça. Nada que venha do sistema pode ser levado a serio, inclusive de militares brasileiros que já deixaram bem claro que eles tem um lado, e esse lado não é do povo brasileiro.

    1. Troque o nome, Juruna era um indígena inteligente, você não demonstra conhecimento algum, pobre de argumentos, ventríloquo político e adorador do bezerro de ouro.

  2. a única preocupacao desses generais melancias é babar o ovo de corrupto pra depois ter uma boquinha, caiar meio fio. matar mosquito da dengue e plantar árvores pra ficar bem com a patota do meio-ambiente,…….eles náo tao nem ai pro resto. Ah

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