EUA apreendem segundo navio petroleiro próximo à costa da Venezuela

EUA direcionou navios em direção à costa venezuelana (Reprodução X)

 

Abordagem em águas internacionais ocorre dez dias após primeira apreensão e em meio ao reforço militar americano no Caribe

As Forças Armadas dos Estados Unidos apreenderam um segundo navio petroleiro próximo à costa da Venezuela, em águas internacionais, segundo informaram dois funcionários do governo americano sob condição de anonimato. A embarcação teria parado voluntariamente e permitido a abordagem militar.

A operação ocorre pouco mais de dez dias após a apreensão do primeiro petroleiro, em 10 de dezembro, também no mar do Caribe, e faz parte da ofensiva anunciada pelo presidente Donald Trump contra navios sancionados que transportam petróleo venezuelano.

Na semana passada, Trump declarou a imposição de um bloqueio a petroleiros vinculados ao regime de Caracas, medida acompanhada por um aumento significativo da presença militar dos EUA na região. Segundo as autoridades ouvidas, a Guarda Costeira americana comandou a ação, embora o local exato da interceptação não tenha sido divulgado.

De acordo com a agência Reuters, as exportações de petróleo bruto da Venezuela caíram de forma acentuada após a primeira apreensão. Ainda assim, nem todas as embarcações foram afetadas. Navios provenientes do Irã e da Rússia, assim como petroleiros operados pela companhia americana Chevron, não estariam incluídos nas sanções.

Desde 2019, a Venezuela enfrenta restrições impostas pelos Estados Unidos ao seu setor petrolífero. Para contornar as sanções, comerciantes passaram a utilizar uma chamada “frota paralela”, formada por navios que ocultam ou manipulam dados de localização.

Levantamento da TankerTrackers.com aponta que, das cerca de 70 embarcações dessa frota em águas venezuelanas, 38 estão sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. Destas, ao menos 15 transportavam petróleo bruto ou combustíveis no momento do monitoramento.

O reforço militar americano no Caribe é oficialmente justificado pelo combate ao narcotráfico, argumento contestado pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro, que acusa Washington de usar o tema como pretexto para pressionar por uma mudança de regime no país.

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