Anderson Alcides Alves de Oliveira tinha registro de crimes desde 2005 e foi morto a tiros pelo cabo do Exército Gustavo Pavão Gomes, após assaltá-lo em praia de Guarujá
Por g1 Santos
Guarujá (SP) – Anderson Alcides Alves de Oliveira, de 37 anos, conhecido como ‘Maranhão’ e ‘Neguinho’, foi morto pelo cabo do Exército Gustavo Pavão Gomes, de 26, na Praia da Enseada, em Guarujá (SP), após assaltá-lo. Ele acumulava passagens policiais desde 2005 e respondeu a pelo menos quatro ocorrências de furtos, roubos, invasões e danos, conforme apuração do g1.
De acordo com a investigação, Anderson havia assaltado o militar, que retornou ao apartamento onde estava hospedado para pegar a arma e tentar recuperar os bens. Houve perseguição, e o suspeito acabou baleado e morto no último sábado (6), à beira-mar.
O caso foi registrado como legítima defesa, e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da ação. O Exército informou que também acompanha o episódio.
Morador de Mogi das Cruzes
Conforme apurado pelo g1, Anderson morava em Mogi das Cruzes (SP) e respondeu a processos por furtos, roubos e danos ao longo dos últimos anos.
Ele já havia sido condenado à prisão em regime fechado, mas obteve direito à liberdade condicional. Anderson deixou a cadeia pela última vez em 13 de outubro de 2025.
Ocorrências contra Anderson
O g1 teve acesso a boletins de ocorrência que registram o histórico criminal de Anderson. Em janeiro de 2005, quando ainda era adolescente infrator, ele foi apreendido em Mogi das Cruzes.
Quatro anos depois, em 2009, foi preso em flagrante e indiciado por furto qualificado após invadir uma casa com comparsas e tentar levar calçados, eletrodomésticos e eletrônicos.
Em 2012, voltou a ser preso em flagrante pelo mesmo crime. Na ocasião, foi flagrado saindo de uma loja com sacolas cheias de produtos e confessou ter quebrado a porta do estabelecimento com chutes para entrar.
Em 2020, Anderson foi novamente detido após invadir e furtar uma churrascaria na cidade. Funcionários da empresa de segurança flagraram a ação. Ele tentou fugir, mas acabou capturado e preso.
Assalto e morte
Anderson foi morto a tiros após assaltar o cabo do Exército Gustavo Pavão na Praia da Enseada. Um vídeo obtido pelo g1 mostra que o suspeito foi atingido enquanto tentava fugir. Ele estava com uma faca.
Segundo a investigação, o militar, que mora em Itu (SP), caminhava pela orla quando foi abordado pelo suspeito, que anunciou o assalto dizendo estar armado. Pavão entregou o celular, o relógio e uma correntinha.
Na sequência, o cabo retornou ao apartamento onde estava hospedado para pegar uma arma. Ele relatou que efetuou um disparo em direção ao mar como forma de aviso. Com base no depoimento, Anderson começou a correr e levou a mão à cintura, motivo pelo qual realizou outros disparos.
Um vídeo obtido pelo g1 mostra o militar disparando pelo menos oito vezes enquanto perseguia o suspeito. O cabo estava acompanhado de outro homem, mas afirmou à polícia que não o conhecia e que ele apenas ajudou a deter o assaltante.
Em nota, o Exército informou que o militar pertence ao 2º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), sediado em Itu, e destacou que está adotando as providências administrativas cabíveis. A corporação afirmou que colaborará com as investigações da Polícia Civil, que seguem em andamento com perícia e coleta de provas.
g1 – Edição:Montedo.com
Respostas de 7
Vai responder por homicídio doloso.
Independentemente de quem acha que “Bandido bom é bandido preso na Polícia Federal”, a lei é clara: não houve legítima defesa, não há excludente de ilicitude.
fala aí defensor de bandido…adivinha em que ele votou?
Quem procura Acha.
Não interessa. A Justiça vai condenar ele. Ninguém pode matar ninguém.
ah nao? queria saber se manteria essa mesma opiniao se um bandido desses matasse alguem muito proximo. ia perdoar?
Em legítima defesa pode sim
Coitado desse militar, matou um eleitor do PT, tá lascado.