Operações policiais realizadas no Rio pelas forças de segurança, sob comando direto do governador, escancararam a ausência deliberada do governo federal,
Henrique Alves da Rocha*
A sucessão de escolhas políticas do governo Lula produziu um efeito inédito na história recente do Brasil: o enfraquecimento visível do Exército como ator relevante na geopolítica internacional e, internamente, a sua transformação numa instituição acuada, hesitante e marginalizada dos grandes debates estratégicos do país. A condução do governo nas crises internas de segurança, nas discussões sobre crime organizado e no enfrentamento ao narcotráfico expôs essa fragilidade de forma incontornável.
As operações policiais realizadas recentemente pelas forças de segurança do Rio de Janeiro, sob comando direto do governador Cláudio Castro, revelaram mais do que a eficiência das polícias estaduais, escancararam a ausência deliberada do governo federal, que negou apoio operacional da Marinha e da Polícia Federal. Enquanto o Rio de Janeiro enfrentava facções armadas com capacidade quase militar, o governo Lula limitou-se a assistir. A repercussão interna e internacional foi imediata e nada positiva para Brasília. Em vez de liderança, transmitiu omissão.
O desconforto do Planalto com o tema da segurança pública materializou-se em uma reação apressada, com um pacote legislativo elaborado às pressas pelo entorno de Lula. O texto, apresentado como um avanço contra o narcoterrorismo, foi duramente criticado por especialistas de diversas instituições por, na prática, produzir efeitos inversos aos anunciados. Ao invés de endurecer o combate às facções, o projeto abriu brechas que podem beneficiar organizações criminosas, especialmente ao flexibilizar pontos sensíveis sobre tipificação e execução penal.
Com a Presidência da Câmara indicando o deputado Derrite como relator, o debate ganhou densidade. O parlamentar ouviu representantes do Judiciário, do Ministério Público, das polícias e de diferentes segmentos do Congresso. A própria Polícia Federal, ainda que discordando publicamente de premissas presentes na discussão, manifestou-se institucionalmente. Mas um silêncio chamou mais atenção do que qualquer fala, o silêncio das Forças Armadas. As instituições militares, que constitucionalmente têm papel direto no enfrentamento ao tráfico internacional de armas e no combate a organizações transnacionais, simplesmente não se manifestaram. Um apagamento tão anômalo quanto revelador.
A crise de imagem das Forças Armadas não começou agora. Desde o episódio de 8 de janeiro de 2023, quando, sob ordens judiciais e pressão política, cidadãos foram presos de forma considerada arbitrária por amplos setores da sociedade, o Exército viu seu prestígio corroído. A condução daquele episódio, conhecido como perfídia, marcou uma ruptura com a percepção histórica de moderação, equilíbrio e respeito institucional que caracterizava a Força. O resultado foi um Exército recolhido, acuado e sem protagonismo nos temas em que tradicionalmente exercia forte influência.
O cenário agrava-se quando surgem declarações atribuídas a generais do Alto Comando (pasme, feitas sob anonimato à imprensa) segundo as quais classificar o crime organizado brasileiro como terrorismo poderia “abrir portas” para eventuais intervenções ou operações de grandes potências em território nacional. A simples existência de avaliações desse tipo, independentemente de sua precisão ou intenção, revela que setores da cúpula militar passaram a se orientar mais pelo medo da repercussão externa do que pelo imperativo constitucional de proteção do país.
Enquanto isso, o tráfico internacional de armas continua avançando, as rotas transnacionais das facções permanecem ativas e a geopolítica do crime organizado se impõe com força crescente sobre o território brasileiro. O país vive hoje uma das maiores crises de segurança do mundo ocidental, com facções que operam como verdadeiros atores geopolíticos, e justamente nesse momento o governo federal distancia o Exército de qualquer papel estratégico relevante.
O resultado é um Brasil menos respeitado, menos preparado e menos capaz de dialogar de forma séria com as grandes potências sobre segurança internacional. O Exército, antes considerado uma instituição sólida, confiável e com peso diplomático, transformou-se numa sombra de si mesmo, não por falta de capacidade, mas por falta de governo. A omissão deliberada do Planalto não apenas esvaziou sua presença no debate interno, como comprometeu sua imagem externa. E, em um mundo em que a geopolítica é cada vez mais determinada por forças armadas capazes, articuladas e presentes, Lula conseguiu o improvável, tornar o Exército brasileiro irrelevante.
* Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe.
JORNAL DA CIDADE
Respostas de 18
Umberto Eco sussura do túmulo: Eu tinha razão!
Segundo o Comandante da Marinha o presidente Lula tem uma visão Geoestratégica KKkkk.
Essas safras de oficiais da AMAN, jogaram o Exército no limbo….
Todos alinhados com a nova visão progressista
Exercito? Só o da salvacao; Marinha? Ficamos a ver.navios; aeronautica? Voar só pássaros. Forças Desarmadas..
Sem problemas, Somos amigos há tempos. Será porque estou no topo?
Desde de quando as Forças Armadas tem a missão constitucional de combater a bandidagem? Matéria tendenciosa.
“Eficiência das polícias estaduais”. É brincadeira, né? Chacina inútil agora é parâmetro de eficiência!
Eu admiro a inteligência emocional do presidente Lula.
Gen Dutra
Faz o L que resolve.
Ué! memoria curta? mas vamos relembrar Paulo guedes em reunião afirmando que botou uma granada no bolso do servidor enquanto isso os altos estudos recebendo aumento,700 mil mortos da pandemia, militares ligados ao Ministério da Saúde tentando levar na mão leve 1 Dólar na vacina indiana, trama golpista, carro de combate sucateados soltando bastante Fumaça desfilando na explanada aquisição de carro velhos M113, gastando dinheiro em misseis ultrapassados, por fim para arruinar tudo de vez apoiaram o “Bozo” ele mesmo afirmou em profecia que a papuda estava LHE AGUARDANDO escutem os Áudios da trama Golpista meus senhores eles Ser tornarão eternos, agora a culpa e do LULA??😨😨
Eu dei 25 tiros, sou o cão chupando manga.
O mais interessante é que o texto é de autoria de um Oficial da PM que deveria saber que a segurança pública é atribuição dos estados conforme a Constituição Federal.
Reconquistar áreas, atuando em combate, áreas estas que não mais pertecem a soberania nacional, nâo é função exclusiva da Policia Militar Brasileira. Quem irá te salvar em caso de guerra?? Se as forças Auxiliares já estão gastando munição antes de serem convocados??O mais interessante é você viver no mundo da Lua e achar que Força de Pacificaçâo é a mesma coisa que G.L.O da PM.
De onde você tirou isso? Onde está a previsão legal? Perda de soberania Nacional? Que salada sem sentido…
Nossos oficiais Generais estão iguais os generais do Maduro, mordomias a perder de vista …tão c@g@ndo pro resto !