Operação Atlas: Múcio e Comandantes visitam nau-capitânia da Marinha em Belém

NAM Atlântico (Imagem: Navios de Santos & CIA)

 

Maior navio da Marinha, o NAM “Atlântico” permanecerá na capital paraense em apoio à COP 30

 

Primeiro-Tenente (RM2-T) Thaís Cerqueira
Belém – O Ministro da Defesa José Mucio Monteiro Filho, visitou, na última quinta-feira (2), o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, da Marinha do Brasil (MB), atracado na capital paraense. O Ministro estava acompanhado do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, dos Comandantes do Exército e da Aeronáutica e do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. O navio faz parte da Operação “Atlas”, coordenada pelo Ministério da Defesa, que reúne as três Forças em um esforço integrado para aprimorar a atuação na região amazônica.

Presença das Forças Armadas na região está alinhada aos preparativos para a COP 30, que ocorrerá em novembro de 2025 no Brasil – Imagem: Suboficial Ibraim/Marinha do Brasil

Para o Ministro da Defesa, a Operação “Atlas” destaca-se pela integração entre as três Forças e pelo ineditismo quanto ao número de tropas e meios envolvidos presentes na região Norte do País.

“São nove mil homens que estão aqui na região, uma quantidade enorme de navios, de helicópteros e aviões. Eu não sei se nós tivemos, e quando tivemos uma operação desse tamanho. É um exercício que foi planejado e estudado por muitos meses de uma forma conjunta, cada uma das três Forças para cumprir sua missão”, ressalta.

O Ministro da Defesa chegou ao NAM “Atlântico” em um helicóptero da MB e acompanhou a apresentação do Comandante da Primeira Divisão da Esquadra, Contra-Almirante Antonio Braz de Souza, que reforçou a importância da atuação da Força Naval Componente no exercício.

Presença das Forças Armadas na região está alinhada aos preparativos para a COP 30, que ocorrerá em novembro de 2025 no Brasil – Imagem: Suboficial Ibraim/Marinha do Brasil

“Essa operação envolve um deslocamento estratégico, trazendo capacidades de outras regiões do País para um teatro de operações amazônico, executando operações táticas coordenadas”, afirmou.

O Ministro e os integrantes da comitiva visitaram os Centros de Operações da Força Conjunta, da Força Embarcada e do próprio navio, onde puderam verificar as capacidades de Comando e Controle proporcionadas pelo NAM “Atlântico”, além de conhecer os projetos de integração de sistemas conduzidos pelo Ministério da Defesa.

Por fim, foi realizada uma demonstração de capacidades operativas com a atuação de um Destacamento de Mergulhadores de

Demonstração de capacidades operativas com a atuação de um Destacamento de Mergulhadores de Combate (MEC) Imagem: Suboficial Ibraim/Marinha do Brasil

Combate (MEC), que executou a técnica de fast rope, que permite o desembarque rápido de tropas em áreas de difícil acesso a partir de helicópteros.

O que o NAM “Atlântico” trouxe para Belém
O Capitânia da Esquadra desatracou da Base Naval da Ilha das Cobras (RJ) com destino a Belém no dia 13 de setembro, transportando cerca de 1.100 militares e mais de 400 toneladas de equipamentos, além de 83 veículos e quatro helicópteros. O material inclui armamentos, munições, mísseis, veículos blindados e viaturas leves pertencentes à Marinha, ao Exército e à Força Aérea.

A Operação “Atlas”
Com a Fase 2 da Operação encerrada, marcada pelo deslocamento estratégico de tropas e meios, a Fase 3 começa com operações táticas em campo nos estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima. As ações militares envolvem os ambientes terrestre, fluvial, marítimo e aéreo.O objetivo é fortalecer a capacidade de resposta das Forças Armadas na região amazônica, ampliar a interoperabilidade entre as três Forças e testar os sistemas de Comando e Controle em ambiente complexo.Alinhada ao calendário regular de treinamentos do Ministério da Defesa, a Operação “Atlas” reafirma o compromisso do Brasil com a proteção da Amazônia e a promoção da soberania nacional.
Agência Marinha de Notícias

Respostas de 6

  1. Em atividades militares, o navio tem que navegar; o paraquedista tem que saltar; o aviador tem que voar, senão não teria razão de ser.

    Quem quer ter seguranca e alegrias, tem que ter exército e amante.

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